Mais um dia desses...
É, só mais um a passar
Vai-se embora alegria
Pois o céu
Escuro e cinza
Fez-me a tristeza lembrar
Fez-me lembrar ignorância
Fez-me lembrar ilusão
Fez-me ver o quão pequeno sou
Nesse grande pedaço de chão
Enquanto meu orgulho universal
Com Universo faz comparação
Descubro não ser escritor descente
Se espero retorno do que rabisco
Escritor não escreve para ser lido
Fazedores de rima querem inocentes
Reconhecimento e prestígio
De quem não escreve
Ou talvez quem não entende
Pensando logicamente
Não sei por que continuo
Porque não dá certo essa história?
Não se pode trocar sentimentos
Em poemas tão azedos
Por mera lógica?
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
O jogo

Não entrei aqui pra dizer
Que cheguei onde você não chegou
Problemas entre vencer e perder
Foi só isso o que nos restou?
Você está um passo a frente mas
Eu nunca disse que queria jogar
A vida não é o jogo que você faz
Ainda não entendi o que você
Quer provar
Nosso pai tem coisas mais importantes
Mais complicadas
Pra se preocupar
Ora, você me venceu denovo
Agora estou ficando realmente preocupado
Seu orgulho brilha como ouro
Qual será nosso próximo ato?
Você daria a vida
Ou tiraria a minha
Por um troféu amargo?
Se eu estiver errado
E eu puder ser o que eu quiser
Não quero ser um jogador barato
Estando onde estiver
Ao lado do mais forte
Ou em baixo de seus pés
Vamos acabar com isso de uma vez
Para que esse mal tenha um fim
Você se afogar em remorso
Quando na escuridão eu cair
O que mais se poderia esperar
Dos nobres filhos de Caim?
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Saudade

Saudade é algo incrível
Sim, e estranho
Não triste em sua totalidade
Surge simples, com o passar dos anos
E perdura até o fim de nossas
Memórias
Lembranças antigas, ou recentes
De anos, meses ou dias
Do qual algo que hoje é diferente
Era mais que simples motivo
De alegria
E felicidade sem motivo
Quem disse que é preciso motivo
Pra se estar feliz?
Há quem diga que estar feliz
Por pura nostalgia
Não é exemplo e nem razão
Para sorrir
Bem, eu me sinto assim
Quando ao acaso me recordo
De algo que fiz à tempos
E do qual não me lembrava
Fugira do pensamento
Ora, me chamem de tolo
Ó sábios seres céticos
Se vossos frios corações
Não tem mais motivos a bater
Por vida, mas sim por medo
À morte ter de ceder, incrédulos
Pois a saudade pode me trazer dor
Mas minhas lembranças fazem parte
De minha trouxa, minha "passagem"
Mesmo dos frios e chuvosos fins de tarde
Nos quais nada pude ver
A dor não poderá
Derreter meus olhos de gelo
Congelar meus próximos amanheceres
Creio que a saudade em si
Só me mostra o quanto fui feliz
E o quanto feliz ainda hei de ser
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Só mais um monte de rimas
Viva todos os dias
Como se fossem o
Último
Mas... levando ao pé da letra
Já que eu nem sabia
Que letra tinha pé
Se fosse realmente o último
E quem sabe, é
Você saberia vivê-lo?
Sua mente não se encheria de medo
E remorso do que ainda não fez?
Talvez não, talvez não...
Talvez você estaria calmo
Feliz, em paz
Saberia finalmente o que há do outro lado
Acabaria dor, ou você a deixaria
Para trás...
A quem diga não ter medo da morte
A quem diga que só está
A esperar a hora
De morrer, ou escapar com a sorte
"(...)Bem aventurados sejam, todos que caírem
Em moratória..."
Mas eu acho
Que no fim das contas
Nem eu, nem o mundo
Sabe realmente o que diz
Sobre algo fácil de se discutir
Mas que poucos se atrevem
A comprovar
Quem se auto desliga
O faz para se escapar
Não defende e não afirma
Foge do que não pode parar
A vida/morte deve ser uma das coisas
Das quais não se deve entender
Quanto mais subestimar...
Bem, mas chega de tanta repetição
Chega de tantos pleonasmos
E assuntos naturais
Minha criatividade está um saco
Mas o que fazer se morte
É tudo o que eu vejo nos jornais?
Como se fossem o
Último
Mas... levando ao pé da letra
Já que eu nem sabia
Que letra tinha pé
Se fosse realmente o último
E quem sabe, é
Você saberia vivê-lo?
Sua mente não se encheria de medo
E remorso do que ainda não fez?
Talvez não, talvez não...
Talvez você estaria calmo
Feliz, em paz
Saberia finalmente o que há do outro lado
Acabaria dor, ou você a deixaria
Para trás...
A quem diga não ter medo da morte
A quem diga que só está
A esperar a hora
De morrer, ou escapar com a sorte
"(...)Bem aventurados sejam, todos que caírem
Em moratória..."
Mas eu acho
Que no fim das contas
Nem eu, nem o mundo
Sabe realmente o que diz
Sobre algo fácil de se discutir
Mas que poucos se atrevem
A comprovar
Quem se auto desliga
O faz para se escapar
Não defende e não afirma
Foge do que não pode parar
A vida/morte deve ser uma das coisas
Das quais não se deve entender
Quanto mais subestimar...
Bem, mas chega de tanta repetição
Chega de tantos pleonasmos
E assuntos naturais
Minha criatividade está um saco
Mas o que fazer se morte
É tudo o que eu vejo nos jornais?
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Palavras difíceis
Ao acordar, manhã tão cedo
Um sonho me vira idéia
Dormindo me vi a te dizer
Em frente ao mundo como platéia
Que eu queria saber, uma vez
O que falar na hora certa
Se eu errei, ou esqueci
A minha fala a atuar
Sinto muito, eu repito
Você pode me esperar?
Porque as palavras mais simples
São as mais difíceis de lembrar?
No sonho te vi passar
Assim, andar pela rua
Te olhei até virar a esquina
Ou o seu rosto
Mas você me vê te admirar
Assim, na minha cara suja
Me diz qual é a saída
O que dizer pra te ver
Mais um pouco
Se eu falei ou me perdi
Eu não sei representar
Me dê mais tempo a repetir
Como se fosse possível
O passado eu mudar
Porque as palavras mais diretas
São as mais difíceis de explicar?
Mas esse teatro acaba
Quando tudo a pó se reduz
Quando dia e noite são iguais
E não há mais duas fontes de luz
Quando a platéia vai embora
E hora deixa de passar
O sonho já não me conduz
Estrada afora
Acabou-se estrofe
Sem refrão pra acompanhar
Talvez seja porque tudo o que
Eu treinei a te dizer, o teatro
As cortinas e os seus velhos laços
O acaso me vem a fechar
Um sonho me vira idéia
Dormindo me vi a te dizer
Em frente ao mundo como platéia
Que eu queria saber, uma vez
O que falar na hora certa
Se eu errei, ou esqueci
A minha fala a atuar
Sinto muito, eu repito
Você pode me esperar?
Porque as palavras mais simples
São as mais difíceis de lembrar?
No sonho te vi passar
Assim, andar pela rua
Te olhei até virar a esquina
Ou o seu rosto
Mas você me vê te admirar
Assim, na minha cara suja
Me diz qual é a saída
O que dizer pra te ver
Mais um pouco
Se eu falei ou me perdi
Eu não sei representar
Me dê mais tempo a repetir
Como se fosse possível
O passado eu mudar
Porque as palavras mais diretas
São as mais difíceis de explicar?
Mas esse teatro acaba
Quando tudo a pó se reduz
Quando dia e noite são iguais
E não há mais duas fontes de luz
Quando a platéia vai embora
E hora deixa de passar
O sonho já não me conduz
Estrada afora
Acabou-se estrofe
Sem refrão pra acompanhar
Talvez seja porque tudo o que
Eu treinei a te dizer, o teatro
As cortinas e os seus velhos laços
O acaso me vem a fechar
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Lucy in the sky with diamonds...

Puxa, veja que luzes coloridas
Estão vindo do Sol
Isso é um sonho surrealista
Ou me ofereceram algum tipo
de Mágico pó?
Eu vejo elefantes voadores
Eu vejo feijões saltadores
Eu vejo em seu cabelo, flores
Tudo belo ao som de um Sitar
Mas que lugar!
Pra que se preocupar?
Não há trabalho, não há medo
Não há sociedade, não há tempo
E viver é o suficiente
Ora, mas... o que é isso?
Ah, uma televisão...
Vejamos o que acontece
Apertando esse botã...
"Brasil sai da copa, mas a vitória é certa em 2014..."click!
"...Veja com exclusividade o goleiro do Flamengo, Bruno
dormindo no avião a caminho da prisão
num sono profundo...
Apenas NÓS conseguimos tal gravação!..."click!
"...aumenta o número de mortos nas enchentes...
não há moradias para os sobreviventes!..."click!
"...eleições 2010, vote em Fulano para President..."click!
"...compre isso, nós sabemos do que você precisa!"click...
MAS QUE DIABOS FOI ISSO?
Onde estão as cores que vi agora?
Está acabando o efeito do pó Mágico...
Mas que fim trágico!
Tudo desmorona nessa hora
O preço de voltar não vale
A passagem de ida a tal paraíso
Agora sei quem são meus inimigos
Estou novamente do lado de fora
Mas, será que, a própria realidade
Não é a pior de todas as drogas?
domingo, 18 de julho de 2010
Nem tudo se deve discutir

Você diz que algo é assim
E que o "assim" já deixou de ser
Verdades indiscutíveis
Dogmas irreversíveis
De alguém que pouco vê
Então você diz
Que o cego sou eu
Eu sou o cabeça fechada
Eu não tenho povo
Nem pátria
E que ei de arder num fogo
Um fogo que queima almas
Ora, vejam só!
Você em si faz tanto sentido
Quanto a história de um ser convencido
Poder matar àqueles
Que não o seguem à luz do Sol
E que não temem seu
Deus, amigo
Bom, é melhor eu ir embora
Nossos egos não deixarão
Que um perca nessa pobre história
Nessa discussão monótona
De algo que nenhum de nós
Realmente compreende...
Ah, certo... você compreende!
Certo, amigo crente
Até amanhã, ou melhor
Até quando nos tornemos
Civilizados
sábado, 17 de julho de 2010
Morte, psicológica?

Veja que belo carro funerário
Vem dobrando a esquina...
Enquanto a brisa, lenta e fina
Vem assobiar o canto do dia
Frio e sem compasso
Acompanhando as rodas velhas
Daquele negro carro
Enquanto ele vai a frente
Lento, para evitar
BrUsCoS movimentos
É acompanhado por tanta gente
Que espera a hora chegar
Chegar a hora de chegar
Ao lugar marcado
Às tais horas
Onde será celebrado
Por um velho presbítero
O fim do início
Da vida de algum conhecido
Do povo que vem seguir
O carro de metal negro
Fundido
Quanto alvoroço!
Quanto sussurro e quanto
Choro...
Quanto medo e quanto temor
De que um dia o carro negro
Venha levar o nosso corpo
Num mundo onde tudo que é vivo
Também é perecível
Era de se esperar maior
Compreensão
Na hora em que amigos,
Parentes e conhecidos
Vêm a nos deixar
Bem, que fácil é falar!
Espero estar assim, tão calmo
Na hora em que aquele belo carro
Estiver dobrando a última esquina
Vindo me buscar
terça-feira, 13 de julho de 2010
"It's no secret at all..."
Nada mais a se dizer
O vento ainda plana
Não há nada a se esperar
Da minha cabeça insana
Se o mundo ainda gira
É por que nada aconteceu
E que você ainda está dormindo
Calma em sua cama
Se você esperava ver
Um dia o Sol se apagar
Ou que o arco-íris em preto e branco
Te "leva-se" a outro lugar
Desculpe minha amiga
Mas vai se decepcionar
O paraíso não existe
Todo dia
No seu doce lar
Feliz é quem menos sabe
Não há segredos à inocência
Viva a vida intensamente
Sem se esquecer das próprias doenças
Feliz é quem nada espera
Feliz é quem não tem crença
Se a idade está te roubando
Todos os seus sentidos
Não há por que com Deus brigar
É o preço em se estar vivo
E a cada fio de cabelo que se cai
Cada centímetro amarelo em seus dentes
E cada frequência de som ausente
É um motivo pra se viver mais
Pra tornar o preço de viver
Bem pago, suficiente
Não há segredos em nada disso
Não há segredos em ser diferente
O vento ainda plana
Não há nada a se esperar
Da minha cabeça insana
Se o mundo ainda gira
É por que nada aconteceu
E que você ainda está dormindo
Calma em sua cama
Se você esperava ver
Um dia o Sol se apagar
Ou que o arco-íris em preto e branco
Te "leva-se" a outro lugar
Desculpe minha amiga
Mas vai se decepcionar
O paraíso não existe
Todo dia
No seu doce lar
Feliz é quem menos sabe
Não há segredos à inocência
Viva a vida intensamente
Sem se esquecer das próprias doenças
Feliz é quem nada espera
Feliz é quem não tem crença
Se a idade está te roubando
Todos os seus sentidos
Não há por que com Deus brigar
É o preço em se estar vivo
E a cada fio de cabelo que se cai
Cada centímetro amarelo em seus dentes
E cada frequência de som ausente
É um motivo pra se viver mais
Pra tornar o preço de viver
Bem pago, suficiente
Não há segredos em nada disso
Não há segredos em ser diferente
terça-feira, 8 de junho de 2010
Superações

O que é superar?
Sair ileso de um ataque
Como é levar um forte baque
E carregá-lo em sua mente
Até ele lhe sufocar?
Humilhar pode ser hilário
Quando só se assiste
E quando não se vê o medo
Não se sente o desespero
Nos olhos de quem as reprime
Vivendo escondidas
Todos os dias
Remoídas
Tirando o pouco belo
Da realidade
Arrancando inocência
Da tão dura verdade
'Vê se aprende a brincar!';
'Chorão! Porque não vai se matar?!'
Tudo tão inofensivo quanto
Do ódio, a frieza
A ponto de provocar
Doenças, fraquezas
Imaginárias e mortais
Que por mais irreais
Vão te destruir
Você já as pode sentir?
Tome cuidado pra não ficar louco
A ponto de ser dependente
De algum outro doente
Que te oferece ajuda
Por 200 verdes notas
À hora
O termo "bola de neve"
Não é usado ao acaso
Seria tão mais fácil
Ser o mais forte
Ser o ácido que corrói
A alegria dos mais fracos
Não haveria NADA a ser superado
Ou estou eu, novamente
Errado?
terça-feira, 1 de junho de 2010
Loucura

Ninguém ouviu o que ela disse
Ninguém parou para ouvir
Ninguém perguntou o que havia
Ninguém a viu sair
Ela precisava de ajuda
Ela precisava de tempo
Pra mudar realidade absurda
Abrir fogueiras ao vento
E sem acreditar em milagres
Ela saiu correndo pela rua
Esperando que se alguem à atropelasse
Que fosse a razão, dura e fria
Para acabar com a dor vazia
Pra morrer
Pra que o medo acabasse
E assim ela foi
Para além das árvores
Além das ruas e arranhacéus
Voando em sua viagem
Agora, nenhum espelho mais a vê
Como antes, tristeza
Tornou-se reflexo invisível
Tornou-se saudade
terça-feira, 25 de maio de 2010
Apenas mais um final!
Eu vejo em seus olhos
Algo que você tenta me esconder
A falta de coragem pra contar
Contar que você não se sente bem ao me ver
Eu vejo seus dedos dobrarem
Suas hunhas rasparem na pele
Teme me dizer o que me fere
E ao mesmo tempo fica fria, inerte
Paralizada pelo medo de ser má
Eu entendo o que você está a passar
Eu vejo você mudar de assunto
Eu sinto você tentar fugir
E talvez isso seja pior
Do que uma vez a verdade ouvir
Talvez... não... Isso realmente
Me faz infeliz
Não se sinta mal
Não me esconda o que sente
Se uma bela história chega ao final
É por que não era tão bela assim
E talvez do falso amor chegando ao fim
Nasça uma bela amizade real
Nada mais natural...
Algo que você tenta me esconder
A falta de coragem pra contar
Contar que você não se sente bem ao me ver
Eu vejo seus dedos dobrarem
Suas hunhas rasparem na pele
Teme me dizer o que me fere
E ao mesmo tempo fica fria, inerte
Paralizada pelo medo de ser má
Eu entendo o que você está a passar
Eu vejo você mudar de assunto
Eu sinto você tentar fugir
E talvez isso seja pior
Do que uma vez a verdade ouvir
Talvez... não... Isso realmente
Me faz infeliz
Não se sinta mal
Não me esconda o que sente
Se uma bela história chega ao final
É por que não era tão bela assim
E talvez do falso amor chegando ao fim
Nasça uma bela amizade real
Nada mais natural...
"Stay safe tonight..."

O que acontece com a vida
Vida, sempre viva nesse lugar
O que se passa na sua cabeça
Quando vê a lua chegar?
O que você espera ver
Quando mergulha em meu olhar?
Seus olhos não alcançam
O que seu coração pode enxergar
Eu já passei por muitos bosques
Colinas verdes ao luar
O Sol brilha, num raio esperança
Até onde o amor pode chegar
Nessas horas você vê
Quanto a vida frágil está
Não se apegue demais às coisas
Das quais não pode carregar
Pois de tudo o que você juntou em sua história
"...All that you can't leave behind..."
É tudo o que você pode dividir
Com quem quiser, a quem algo bom sentir
Mas que ninguém e nada nesse mundo
Pode lhe tirar...
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Quem procura sempre encontra...
Bem, eu ja vou indo
Existem ruas imensas a percorrer
Trilhas vazias, caminhos
Sou apenas mais um viajante
Esperando pela hora de morrer
E você pode me seguir, se quiser
Pode olhar além do que meus olhos vêem
Pode andar por entre o fogo e a água
E ainda assim irá se perder
Não sou de deixar rastros
Não sou de deixar lembranças
Não há uma placa em minha testa
Dizendo onde começa, e por onde avança
A fila de pecados que me infesta
Não sou nenhum santo
Mas também não sou culpado
Eu sou apenas mais um largado
Procurando pelo que muitos têm
Algo que se carrega do berço à sepultura
Algo que se tem da loucura até a razão
Do cérebro ao coração
E que parece ter hora certa pra funcionar
Talvez algum dia alguém isso entenderá
Quando eu não estiver mais aqui
Quando a alma de mim fugir
Conseguindo ou não
Tal tesouro encontrar
Existem ruas imensas a percorrer
Trilhas vazias, caminhos
Sou apenas mais um viajante
Esperando pela hora de morrer
E você pode me seguir, se quiser
Pode olhar além do que meus olhos vêem
Pode andar por entre o fogo e a água
E ainda assim irá se perder
Não sou de deixar rastros
Não sou de deixar lembranças
Não há uma placa em minha testa
Dizendo onde começa, e por onde avança
A fila de pecados que me infesta
Não sou nenhum santo
Mas também não sou culpado
Eu sou apenas mais um largado
Procurando pelo que muitos têm
Algo que se carrega do berço à sepultura
Algo que se tem da loucura até a razão
Do cérebro ao coração
E que parece ter hora certa pra funcionar
Talvez algum dia alguém isso entenderá
Quando eu não estiver mais aqui
Quando a alma de mim fugir
Conseguindo ou não
Tal tesouro encontrar
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Quem dera, quimera!

Vagando pela cidade deserta
Numa tarde fria de Sábado
Esperando algo novo surgir
Brotar do silêncio, do céu parado
Em uma tela, pintado
Como se a noite nunca mais
Fosse cair
Ao menos a bela paisagem
Das poucas nuvens e do Sol a brilhar
Ao topo das árvores, catedrais
Me faz esperança, na viagem
Da fuga do real, o sonhar
Com lugares melhores, surreais
Sem motivos a me preocupar!
"And you know it's time to go..."
"Ir para onde, por qual caminho?"
Um lugar, criado por quem sou!
E nesse lugar, não estou sozinho
Nesse lugar, estou mais perto de mim
Do que jamais estive
De quando me procurava no reflexo
Daqueles que habitam a cidade deserta
Não deserta de corpos, mas espíritos
Sentimentos, cores por parte daqueles
Que nela vivem...
Quando sou obrigado a sair da loucura
Me sinto só novamente
Triste, na realidade doente
Sem vida, sem tempo e espaço
Continuo a andar, pensando, indiferente:
"É só mais uma tarde fria de Sábado!"
sexta-feira, 23 de abril de 2010
"I'm coming home..."

A Sort Of Homecoming
- U2 -
And you know it's time to go
Through the sleet and driving snow
Across the fields of mourning to a light that's in the distance.
And you hunger for the time
Time to heal, 'desire' time
And your earth moves beneath your own dream landscape.
On borderland we run.
I'll be there, I'll be there tonight
A high-road, a high-road out from here.
The city walls are all come down
The dust a smoke screen all around
See faces ploughed like fields that once
Gave no resistance.
And we live by the side of the road
On the side of a hill as the valleys explode
Dislocated, suffocated
The land grows weary of it's own.
O com-away, o com-away, o-com, o com-away, I say I
O com-away, o com-away, o-com, o com-away, I say I
Oh, oh on borderland we run
And still we run, we run and don't look back
I'll be there, I'll be there
Tonight, tonight
I'll be there tonight, I believe
I'll be there so high
I'll be there tonight, tonight.
Oh com-away, I say, o com-away, I say.
The wind will crack in winter time
This bomb-blast lightning waltz.
No spoken words, just a scream
Tonight we'll build a bridge across the sea and land
See the sky, the burning rain
She will die and live again tonight.
And your heart beats so slow
Through the rain and fallen snow
Across the fields of mourning to a light that's in the distance.
Oh, don't sorrow, no don't weep
For tonight at last
I am coming home.
I am coming home.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Quem dera...
O que quer que eu seja?
O que quer que eu pense?
O que quer que eu veja?
Não sei o que você sente!
O que quer que eu faça?
O que quer que eu lembre?
O que quer que eu sinta?
O que se passa em sua mente?
Por que você me controla?
Por que você mente?
Se quando digo que vou embora,
À toda hora, você treme?
Seu cíume e sua dor
Sua raiva e seu rancor
Tudo o que um dia se escondeu
Agora se mostra, à morta flor
Seu beijo frio, sem amor
Que mais teme me perder
Do que me ceder calor
Afinal, o que aconteceu?
Ainda te quero, meu amor não morreu
Você é única, e tenho provas
De que sincero sempre fui nas horas
Em que toquei seus doces lábios
Sim, são belas memórias...
Mas, creio estar na hora
De você ver isso, acreditar
Que o meu amor, além de te amar
É maior que qualquer falsa história
De amor que tenha acabado...
Grandes amores não morrem nunca
Se forem adoçados e amargados
Nas certas doses da vida.
O que quer que eu pense?
O que quer que eu veja?
Não sei o que você sente!
O que quer que eu faça?
O que quer que eu lembre?
O que quer que eu sinta?
O que se passa em sua mente?
Por que você me controla?
Por que você mente?
Se quando digo que vou embora,
À toda hora, você treme?
Seu cíume e sua dor
Sua raiva e seu rancor
Tudo o que um dia se escondeu
Agora se mostra, à morta flor
Seu beijo frio, sem amor
Que mais teme me perder
Do que me ceder calor
Afinal, o que aconteceu?
Ainda te quero, meu amor não morreu
Você é única, e tenho provas
De que sincero sempre fui nas horas
Em que toquei seus doces lábios
Sim, são belas memórias...
Mas, creio estar na hora
De você ver isso, acreditar
Que o meu amor, além de te amar
É maior que qualquer falsa história
De amor que tenha acabado...
Grandes amores não morrem nunca
Se forem adoçados e amargados
Nas certas doses da vida.
sábado, 3 de abril de 2010
Subdivisions...

Música da incrível banda Rush.
"Subdivisões"
Espalhados nos confins da cidade
Em ordem geométrica
Uma fronteira isolada
Entre as luzes brilhantes
E o distante e obscuro desconhecido
Crescendo, tudo parece tão parcial
Opiniões todas arranjadas
O futuro pré-decidido
Separado e subdividido
Na zona de produção em massa
Em lugar algum estão os sonhadores
Ou os excluídos tão solitários
Subdivisões –
Nos corredores do colegial
Nos shoppings
Ajuste-se ou fique de fora
Subdivisões –
Nos porões dos bares
Nas traseiras dos carros
Seja bacana ou fique de fora
Qualquer fuga pode ajudar a suavizar
A verdade que não é atraente
Mas os subúrbios não possuem charme para acalmar
Os sonhos inquietos da juventude
Atraídos como mariposas nos dirigimos para a cidade
A eterna e velha atração
Em busca de ação
Acesos como vagalumes
Apenas para sentir a noite viva
Alguns venderão seus sonhos por pequenos desejos
Ou perderão a corrida para ratos
Serão pegos em armadilhas
E começarão a sonhar com algum lugar
Para relaxar seu vôo inquieto
Algum lugar fora da lembrança
De ruas iluminadas em noites quietas...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O dia de hoje
Os dias... passam
E passam sem parar
Dias bons e dias ruins
São apenas dias, nada mais
Entre o Sol e o Luar
Dias tristes, frios e lentos
Dias felizes, ao som do vento
Dias em que você esperou muito,
E nada conseguiu
E dias que você nada sonhou, apenas viveu
E o sonho se realizou...
A alegria esperada é bonita
Mas a alegria tirada do simples viver
É a mais linda sinfonia
Que seus ouvidos podem ouvir
Teu corpo sentir, olhos ver
E seu coração tocar
Não devemos esperar que todos os dias sejam lindos
O egoísmo devemos controlar
Mas vencer os difíceis e acabá-los sorrindo
É algo possível, apesar de sofrível
A quem, em si
Acreditar
E passam sem parar
Dias bons e dias ruins
São apenas dias, nada mais
Entre o Sol e o Luar
Dias tristes, frios e lentos
Dias felizes, ao som do vento
Dias em que você esperou muito,
E nada conseguiu
E dias que você nada sonhou, apenas viveu
E o sonho se realizou...
A alegria esperada é bonita
Mas a alegria tirada do simples viver
É a mais linda sinfonia
Que seus ouvidos podem ouvir
Teu corpo sentir, olhos ver
E seu coração tocar
Não devemos esperar que todos os dias sejam lindos
O egoísmo devemos controlar
Mas vencer os difíceis e acabá-los sorrindo
É algo possível, apesar de sofrível
A quem, em si
Acreditar
quinta-feira, 11 de março de 2010
"A volta de quem nunca foi embora..."
Onde você esteve,
Durante todo esse tempo?
Estivera viajando
Nos vales da memória
Voando no vento
Quê te trouxe de volta?
Sem arrependimentos
Eu ainda me lembro de ti
Sem lamentos
Acho que aprendi a sorrir
Quando te vi por dentro
Quando te vi voltar
Quando te vi sonhar
Quando veio me encontrar
E dizer que também estava sofrendo
Pela solidão por não estar
Com quem ama, eu disse "Com quem, por exemplo?"
Você muda de cor, envermelhece
Sorri, entre os lábios se perde
E, tudo o que tenho a fazer
É fechar os olhos e teus lábios seguir
Até que o dia comece...
Durante todo esse tempo?
Estivera viajando
Nos vales da memória
Voando no vento
Quê te trouxe de volta?
Sem arrependimentos
Eu ainda me lembro de ti
Sem lamentos
Acho que aprendi a sorrir
Quando te vi por dentro
Quando te vi voltar
Quando te vi sonhar
Quando veio me encontrar
E dizer que também estava sofrendo
Pela solidão por não estar
Com quem ama, eu disse "Com quem, por exemplo?"
Você muda de cor, envermelhece
Sorri, entre os lábios se perde
E, tudo o que tenho a fazer
É fechar os olhos e teus lábios seguir
Até que o dia comece...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Conflitos...
Ilusões, medos
Dúvidas, contradições
Falsas opiniões
Criadas pela minha mente...
Para tornar diferentes
Minhas idéias, sonhos
Conceitos prontos
Daquilo que sou
Para mudar meus pontos
Cardiais
Nominais
Artificiais
De onde vou
Do caminho a seguir
O desejo que me levou
A ser o que for
Para agradar a ti
Ó, maldita peça
Sem
Encaixe
Que mesmo quando o Sol nasce
Não brilha
Vivi até hoje
Sem ti
De ti agora
Preciso para quê?
Se nunca lhe tive
Nunca lhe perdi
Se nunca lhe quis
"Lhe quero" te disse??
Eu vou viver
Com ou
Sem
Você, amanhã
Tudo o que preciso
É da minha alma
E que
O meu relógio vital
Não pare de
Girar antes
do "Grande"
Final.
Dúvidas, contradições
Falsas opiniões
Criadas pela minha mente...
Para tornar diferentes
Minhas idéias, sonhos
Conceitos prontos
Daquilo que sou
Para mudar meus pontos
Cardiais
Nominais
Artificiais
De onde vou
Do caminho a seguir
O desejo que me levou
A ser o que for
Para agradar a ti
Ó, maldita peça
Sem
Encaixe
Que mesmo quando o Sol nasce
Não brilha
Vivi até hoje
Sem ti
De ti agora
Preciso para quê?
Se nunca lhe tive
Nunca lhe perdi
Se nunca lhe quis
"Lhe quero" te disse??
Eu vou viver
Com ou
Sem
Você, amanhã
Tudo o que preciso
É da minha alma
E que
O meu relógio vital
Não pare de
Girar antes
do "Grande"
Final.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Onde está?

Onde está a Felicidade?
Onde a luz do Sol
Chega primeiro?
É no quintal do
Vizinho, onde,
Sem defeitos
A grama é
Mais verde?
Está nos olhos
Daqueles que invejo?
Daqueles que não sofrem
Que não esperam, à própria sorte
O dia em que tudo se resolve
As perguntas se vão, e ao certo
As respostas também...
A felicidade está
Em tudo o que não tenho?
Tudo o que consegui
Não vale nada?
Então por que lamento
As coisas que perdi?
Sentimos mais felicidade
Quanto mais valorizamos o que temos
E o que somos...
Se você aprecia as coisas simples
É a pessoa mais feliz do mundo!
Veja quanta simplicidade à sua volta!
Seu materialismo é profundo
Você não precisa deixar
De sonhar pelo que quer
Quanto mais querer, mais realizado será
Quando o que hoje quer, no futuro ter
Seja isso felicidade ou materialismo
Apenas lembre-se
Que o material não tem vida
Sentimentos
Que poderiam ser seus um dia
Se sua ganância
Não fosse tão grande
Em relação à esta vida...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Poderia ser pior!
Desmotivado
Desanimado
Desencantado
Desenganado
Abobalhado
Atordoado
Desacordado
Abismado
Reprovado
Acabado
E chato
Mais do que de costume
O suficiente
Pra não
Escrever
Nada de útil...
Desanimado
Desencantado
Desenganado
Abobalhado
Atordoado
Desacordado
Abismado
Reprovado
Acabado
E chato
Mais do que de costume
O suficiente
Pra não
Escrever
Nada de útil...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
"...Mas quais são as palavras, que nunca são ditas?"

Correndo no vento
Qualquer pensamento
Pode te alcançar
Perdido no tempo
Saudade, lamento
Da vida que acabou de terminar
O que quer que faça
O tempo não para
E nada o pode parar
Só meu modismo, meu clichê
De poesias iguais escrever
Ele não pode cansar
Talvez minha dor, minha idade
Minha falta de criatividade
O tempo irá aumentar
Pois apenas envelhecer
Sem experiências viver
Nenhum fruto pode madurar...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Você... esquece.

Você sente a brisa tocar seus lábios?
Você sente a luz do Sol cegar seus olhos?
Você sente o tempo limpar sua mente
E o vê desgastar seus retratos?
Com você não há nada de errado
Apenas vive, em seu presente
Você já foi passado
E será futuro também
Mesmo que morrêssemos amanhã
Viveriamos na mente sã
Daqueles que nos querem bem
Ahhh... você não tem amigos
Eu tinha me esquecido...
Então eu sou um fantasma, um pensamento
Parte do seu ridículo?
Seus problemas são maiores que qualquer sentimento?
Você me surpreende com seu egoísmo.
Quando está mal, esquece que eu existo
E quando se lembra, esquece que estava mal
Pois isso não passou de um momento anormal
De pânico sem motivo
Você não percebe, mas faz muito isso...
Bem, se eu estou errado
Vamos dar um tempo
Pra ver se algum dia, em teu pensamento
Eu volto a aparecer
Mas se for pra resolver teus problemas
Não me chame mesmo se o Sol não nascer
A brisa não te abraçar
E o tempo a ti parar
Eu tenho mais o que fazer
Tenho um coração para cuidar
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Existe Salvação?

"O que você faz, quando..."
Está em um dia difícil?
Nada funciona como você quer
Você até se esquece de quem é
E não vê mais seus amigos?
Você estragou tudo
O que sempre sonhou em construir
Seus sonhos, desejos... nada mais vale
Você não tem aonde ir!
Você se sente sozinho(a), desiludido(a)
Acha que o mundo lhe abandonou
Em sua própria casa se sente perdido(a)
Não vê na vida mais caminho(saída)
Um pássaro que nunca voou...
- Fugir? Não há escapatória!
- Pensar? Não há tempo pra isso agora...
- Pedir ajuda? Pode tentar,
- Mas seu orgulho e medo o impedirão!
- "Cara... qual é a solução?"
- Bem, nunca disse que você não tinha opção...
- Existe o álcool, um eterno 'aliado'...
- Drogas mais tentadoras... "Já pensou no cigarro?"
- E coisas AINDA mais fortes
- Que lhe tirarão da realidade
- Mas "não há problema que a isso suporte!"
- E não há angústia que isso não mate!"
- (...e nem corpo também...)
- "Você tem outras formas ainda
- De mais cedo com tudo isso acabar
- Pegue uma corda, uma faca, um gatilho
- A maneira que preferir, o que melhor achar!"
Toda essa última estrofe
É o pensamento mais comum hoje em dia
Daqueles que em momentos de agonia
Não conseguem lutar contra
Seus próprios pensamentos... seus temores
O terror que suas vidas assombra
Seus medos, as mágoas que lhes são lembradas
O pânico, que sem controle lhes confronta
A essas pessoas, eu não tenho muito a dizer
Afinal, não posso afirmar a solução
De algo que na pele não senti, algo que não sei
Problemas todos têm
E eu não conheço ninguém
Que não tenha sofrido, alguma vez
Por mera falta de razão...
A única coisa que acredito
E que fielmente digo
É que em momentos assim
Acreditar em Deus é essencial
Ter esperança, olhar e volta
Você não está sozinho
Apenas não consegue ver isso
Pois se você ter fé e paciência
Ele vai guiá-lo até o final
E desse lado negro do seu mundo
Finalmente irá sair
Sem medo, sem cair
Para o lado do mal...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Ó mal...

Quem está ai?
Quem vive a me vigiar?
Alguém pode me ouvir?
Não estou sozinho nesse lugar?
Você que se esconde atrás das árvores
Atrás das colunas, das estátuas
Você que me olha sem querer nada
Apenas os meus dias escurecer
Ter minha vida roubada
Você se esconde atrás dos olhos
Atrás dos olhos de quem ama
Espera o momento certo à atacar
Planejando seus planos pra matar
Aquele que cair em sua trama
Bem, tente chegar perto se conseguir
Você não sabe do que sou capaz
E também não precisa de aviso
Para daqui sair
Sem olhar pra trás
Eu não te quero mais
Eu não te quero mais...
Solidão...!?
Um ótimo início de semana!
7:26 da manhã
Dia nublado, plena
Segunda-Feira!
Pena... eu tinha
Certeza
Que ainda era domingo!
Sempre troco os dias
Quando estou
Dormindo...
Bem, a todos
Um bom dia!
Trabalhar eu vou
Antes que o dia
Acabe como
Este poema
Vazio...
Dia nublado, plena
Segunda-Feira!
Pena... eu tinha
Certeza
Que ainda era domingo!
Sempre troco os dias
Quando estou
Dormindo...
Bem, a todos
Um bom dia!
Trabalhar eu vou
Antes que o dia
Acabe como
Este poema
Vazio...
domingo, 17 de janeiro de 2010
Eterno sonho...

Existe alguém me esperando?
Por aí, sozinha a sonhar?
Se tantos amores na vida se encontram
Por que EU não posso acreditar?
Ja me contaram tantas histórias
Hoje em dia, o povo quer é 'ficar'...
Eu realmente estou por fora
Para mim, isso não é amar
"Ah cara, amor mesmo só de mãe"
"Vix veio... não vale a pena sofrer..."
"Olha cara, é melhor você aprender
Que hoje, a história é outra
E que solteiro é que se deve viver..."
A tudo isso eu digo não
A tudo isso eu tenho repugnância
Meus amigos estão cegos pela solidão
Esqueceram o valor de um sentimento
De tamanha importância
Pois eu lhes digo:
"Tenho a vida toda a esperar!"
Vejo provas vivas em todo lugar
Que tal 'ilusão' existe
Que o amor ainda posso encontrar
Minha teimosia não desiste
Minha loucura em procurar persiste
Aquela que o meu coração vai tocar
E farei o mesmo a ela
Querendo ou não, você, eles e o resto do mundo
Em mim acreditar...
Coisas que o tempo esconde, mas não apaga...

Reencontrei alguém do meu passado
Alguém que queria muito conhecer
Ela aparecia em certos momentos, breves retratos
De beleza e espontâneo 'existir', viver
Na época, ela era uma jovem garota
Na época, ela nem sabia quem eu era
Hoje ela é uma linda mulher, do orvalho as gotas
Hoje ainda não sabe quem sou, na história toda
Sou uma porta, que jamais falou pessoalmente com ela
Bem, eu não à via a 8 anos...
O tempo levou minha memória embora
Dela me esqueci com o tempo voando
E fui viver minha vida em outro lugar, outra história
Revê-la foi um grande choque
Foi como acordar com um susto na madrugada
Algo que esqueci de fazer, do despertador, o toque!
"Eu ja vi tal mulher, eu a conheço de qual estrada?"
Meu coração se aqueceu denovo
A esperança me tomou a alma
De mais uma vez poder ver tal anjo
Mesmo que só um pouco...
Bem meus amigos, o tempo muda a gente
Não sou tão mais tão tímido, ja me arrisco
Por aquilo que sonho, desejo, preciso
Afinal, tenho a vida toda pra tentar
E sei que a belíssima mulher vai lembrar
Vai lembrar quem sou, quando tudo isso a ela
Eu contar...
sábado, 16 de janeiro de 2010
"Um dia belo e nada mais..."

Que dia belo o de hoje
Sair de casa, vagar pelas ruas
Só pra ver o Sol bater no rosto
As árvores balançando ao vento solto
Os problemas longes, às pressas na fuga
Estarei sendo otimista demais?
Esqueci-me dos problemas do mundo?
Tem gente que precisa bem mais
Do que as paisagens surreais
Que eu imagino em meus sonhos profundos
Queria estar num lugar diferente
Irreal, um sonho em forma de paraíso
Onde apenas me bastaria vagar perdido
No meio do nada, do tempo inerte
Para ser feliz, deixar meu próprio vazio
Isso é possível?
Tal lugar existe?
Ou isso faz parte da minha loucura?
Minha imaginação é minha fortuna
E sem ela não posso viver
Distorce minha memória, me deixa livre
Pra ser como bem entender
Não preciso de drogas para viajar
Minha cabeça faz isso por conta própria
E mesmo com essa realidade torta
Ainda sinto os pés no chão
Sendo minha felicidade egoísmo ou não
Não deixo de lado
O fato de que estou feliz
Pois é tudo o que eu sonhei
Ser feliz sem saber o por quê
E eu não quero mais ouvir nada hoje
Apenas "It's a Beautiful Day..."
Quem, além de mim mesmo!

Quando você se olha no espelho
Sabe realmente o que está vendo?
Então porque as tuas idéias
Somem de suas mãos como o vento?
Quantas vezes você ja mentiu
Pra bancar o necessário?
Pra fazer parte da vida de alguém
Sem ligar pro seu próprio estado?
Até quando vai sorrir pro errado
Abraçar uma ilusão
Dar as costas pra verdade
Pra escapar da solidão?
Você não está sozinho
Você tem a si!
E quem melhor pra te entender
Pra cuidar do seu nariz?
Afinal, não adianta conhecer mil pessoas
Se não conhece a si mesmo!
Olhe em volta... esses sorrisos são mesmo verdadeiros?
Por que vejo em seus olhos tanto medo?
Por que procura respostas em bocas alheias
Se não aprende com a própria vida primeiro?
Quer livro mais completo que este?
Você não entende o tempo
Quer saber tudo em um momento
O que outros sabem, mas não explicam
Por que simplesmente não sabem explicar
Por que simplesmente não há como entender
Sem isto antes sentir!
Até quando vai viver na escuridão?
O amor é necessário, mas não é tudo
Ficar esperando na porta não vai fazer ele chegar mais cedo
E sim demorar mais...
Talvez você espere tanto por ele,
Que nem o reconheça mais!
Vai deixa-lo ir, pois você sonha tanto com ele
Que o valoriza além do real valor
Que este possui
O que te vale mais?
Um falso sentimento sonhado
Ou uma verdadeira amizade
Que a cada dia mais flui?
Não seja orgulhoso
Engula o próprio sarcasmo
Você sabe que te conheço
E sabe que está errado
Quando olho no espelho
Te vejo todos os dias
Mas será que você me vê
Por trás dessa falsa agonia?
Por que prefere chorar aos cantos
Sobre coisas que ja aconteceram?
Já imutáveis, indiferentes
Não podem mudar seu reflexo no espelho
Ou você não é forte o bastante
Para viver com elas?
Até porque, se somos a mesma coisa
Se também olhamos a vida em sua parte bela
Podemos mudar, não?
Afinal, quem além de você
Pode crescer com a vida?
E, quem além de mim
Vai lhe dar o ponto de partida?
Mais um Sábado comum

Olhando pela janela vejo coisas
Que acontecem apenas no Sábado
O ar, o brilho do Sol nos olhos das pessoas
Felizes, por mais um fim de semana ter chegado
Pra falar a verdade, hoje não há Sol
O céu está mais uma vez nublado
Mas ainda é fim de semana
Mesmo que estejamos no verão
E o dia esteja gelado
Então, o que faz hoje ser Sábado?
O Sol não brilha, o ar está frio
Parece até que estamos em abril...
Então, descubro o óbvio: é uma ilusão!
Nada mais, nada menos
É apenas o começo de um breve descançar
Curto, rápido como o vento
Que se vai pelas mãos escorrendo
Até segunda-feira chegar...
Assim, se foi toda a mágica do Sábado
Afinal, iremos a vida inteira passar
No relógio insessante e de objetivo errado
Deixando de aproveitar bons momentos no trabalho
Esperando o Sábado chegar?
"Se um dia novo nasceu, nasceu para ser vivido, aproveitado até o último segundo de trabalho ou de descanço..."
O que além da porta...
O que existe além dessa porta?
Quem entra não pode voltar
Só há maçaneta do lado de fora
Não há fechadura para a dentro espiar...
Existe sempre a hora certa pra abri-la
E nem cedo ou tarde vem a chegar
O tempo não existe em seu espaço infinito
Não há porquê ter pressa para entrar
Pois quando você por ela passar
Não verei mais teu sorriso
Até o dia que o meu relógio, aflito
Também parar de as horas mostrar...
Quem entra não pode voltar
Só há maçaneta do lado de fora
Não há fechadura para a dentro espiar...
Existe sempre a hora certa pra abri-la
E nem cedo ou tarde vem a chegar
O tempo não existe em seu espaço infinito
Não há porquê ter pressa para entrar
Pois quando você por ela passar
Não verei mais teu sorriso
Até o dia que o meu relógio, aflito
Também parar de as horas mostrar...
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