segunda-feira, 13 de julho de 2015

As respostas que desejo e a que preciso

Eu tenho os meus problemas, você tem os seus
Variações de um mesmo tema, ateus procurando Deus
Eu tenho os meus problemas, você tem os seus
Variações de um mesmo tema, Dylan e seus dilemas

Onde estamos? Pra onde vamos? Onde já se viu?
Num retrato, num espelho, no mapa do Brasil...
Qual é seu signo? Que sangue você gosta de sugar?
Qual é o seu limite, se é que ele existe?
Se não existe, qual é?

Não procure paz onde paz não há
Não procure alguém onde não há ninguém
Não procure um céu azul no Mar Vermelho
Não procure outras pessoas no espelho

Não procure mais, tá tudo aí
E ai de nós se o disco acabar
Se o rastro ficar invisível a olho nu
Pois nossos olhos não usam black-tie

Ouça o que eu digo: não ouça ninguém
Ouça o que eu digo: não ouça ninguém
Só obedeça à lei da infinita highway
Piloto automático não leva a nenhum lugar
(não, não ouça o que eu digo: não ouça ninguém)
Piloto automático não leva a lugar nenhum
(não, não ouça o que eu digo: não ouça ninguém)...



...

Não tenha medo...
Nem tudo tem explicação...
Há mistério em quase tudo, nem todo veludo é azul...
O coração sempre arrasa a razão
O que é preciso, ninguém precisa explicar...
O mundo é muito grande pra quem anda de avião...
Pra quem anda sem destino ele cabe na palma da mão...

O coração sempre arrasa a razão
O que não tem explicação, ninguém precisa explicar...
O sol ainda se levanta no meio de tanta confusão...
No meio da madrugada ele ilumina o Japão...
O coração nunca cansa da canção
O que tá escrito na canção
Ninguém precisa aceitar!

(Engenheiros do Hawaii - Variações Sobre Um Mesmo Tema)

domingo, 5 de julho de 2015

Eu não sei... eu não sei...

Eu vejo os casais felizes deitados alí na grama
Eu vejo pela rua os que não se tocam há semanas
Haveria uma forma de saber se alguém aqui se ama?
"I don't know... I don't know", criança.

Muita gente está junta procurando autoconfiança
Muita gente está sozinha, fugindo de aliança
Mas sabe que "pra ser feliz" tem que entrar na dança...
Por quê?
"I don't know... I don't know", criança.

Todo mundo quer ser amado, mas sem muita esperança
O tempo vai matando devagar o "quem espera sempre alcança"
No passar dos anos um toque pesa muito na balança...
"Você vai ficar comigo para sempre em segurança?"
"I don't know... I don't know", "Ana".

Há muita opinião para muita pouca prova franca
Todo mundo sente e sonha até cair da cama
A corda sempre rompe do lado de maior insegurança
"Amor verdadeiro existe ou é só propaganda?"
Tenho lá minhas dúvidas, criança...

Então é outra madrugada congelante sem importância
"Refrão de Bolero" não toca, por mais que a gente beba e sofra em constância
O uísque é cheio d'água e custa mais do que assistir a banda
"Ela vai me ligar e acabar com a distância?"
Eu não contaria com isso, criança...

Mas por mais que se tente entender, não há equação santa
A soberba é o pecado mais comum dos poetas dessas bandas
Morrerão sozinhos esperando uma cena Shakespeariana
"Você vai morrer assim, sem se deixar amar quem te ama?"
Eu não sei... não sou poeta, criança.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Tempestade - Legião Urbana

Será que eu sou capaz
De enfrentar o teu amor
Que me traz insegurança
E verdade demais?
Será que eu sou capaz?

Veja bem quem eu sou
Com teu amor eu quero que sintas dor
Eu quero ver-te em sangue e ser teu credor
Veja bem quem eu sou...

Trouxe flores mortas pra ti
Quero rasgar-te e ver o sangue manchar
Toda a pureza que vem do teu olhar
Eu não sei mais sentir...