segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ela

Inocência em pele de cordeiro?
Você que me diz, eu não sei, logo
Gosto de suas mãos macias como novelo
E de como silencia quando lhe toco...
Do sorriso de menina, do riso sapeca
De como me olha cansada do dia-a-dia
Mas ainda se mantém viva, desperta
Em frente à sorte do futuro pouco otimista
E de como sofre por quem ama, inquieta.
Não és minha amada, não crio tal quimera
És uma bela surpresa em meio às rotinas da vida
Quando valor e beleza não é o que se espera
Assim como beijos nas mãos, na partida...

domingo, 17 de agosto de 2014

Direto

Creio que a casualidade será sempre o maior mistério
Quando o que bem surpreende também pode lhe ferir
Se pudesse pegaria sorte, azar, destino e acaso, incrédulo
Me esconderia, antes de sumir com tudo isso daqui
Talvez encontrasse paz, mesmo que à fogo e ferro
Trocaria toda a angústia e desespero por nada a sentir.

Meloso...

"Meloso", ela disse
"Meloso", eu me nego
Terias a mesma opinião
Se fosse dona do poema singelo?
Num mundo cru e oportunista
Com raras demonstrações de afeto
Fico feliz a um mero sorriso
Me sinto vivo a um olhar sincero
Que esperas da vida, afinal?
Que serias sem tudo que há de belo?
Dentro e fora de nossas vidas
Entre o seu mundo e todo o universo?
Há muitas formas de amor, minha cara
Primeiro o vivo, primeiro o conheço.
Se quiser, depois, o deserdo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"O que fizemos com nossas próprias vidas?"

Estou cansado de olhares tortos
Esperando sorrisos emprestados
Eu sei, "de novo esse papo..."
Pois é, vamos ressuscitar os mortos!

Sabe aquele medo de morrer sozinho?
Sabe aquela ideia de eterna solidão?
Então, não que se importe, mas acho que não tenho mais não
Mesmo assim, coloque seu descaso no seu devido orifício.

É tão mais fácil fazer cara feia
É tão mais fácil ficar fazendo "poeminha"
Todo mundo quer que eu ande na linha
Afinal, o que não rima não é lido, é besteira
Eu sei, eu puxo conversa à toa, cara chato
Mas se me ignora, espere ser ignorado.

Já aprendi a não subestimar ninguém
Cada pirralho é um inimigo em potencial
Temos dois conceitos: o que é e o que não é normal
Todo jovem quer ser o primeiro, amém.

Só que o tempo passa pra todo mundo
"HA VÁ?", você vai cuspir em vez de dizer
Deixa eu terminar, deixa de ser você
Ignorância é porta a fora, chega de insulto.

Se não morre antes, cresce e envelhece
Pode ser rico, pobre, bandido, herói, político
Feliz, estressado, raivoso, triste, depressivo
Mas vai morrer, mesmo depois de tanta prece.

Então para que tudo isso?
Pra que sofrer, se o fim é sempre o mesmo?
Por que se importar por todo o apreço?
Eu não sei, eu não sei, eu não sei nada disso...
Não estaria escrevendo se soubesse mesmo...

Quem não é preso é livre
Mas o livre é arbítrio!
Eu acredito no que eu quiser, vivo ou fictício
Sou a soma de tudo que existe.
Um tanto burro, ego inflado
Invejoso, ciumento, tapado
Mas chega de elogios
Fatos são fatos.

Por isso, amigo incrédulo
Se acalme, porque pode vir muita coisa ainda
Esse livro tem mais páginas a queimar do que gasolina
Mesmo que morras na estrada, ó meu querido ego.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Books

Life is like a book
With others, in a shelf
Standing with time's bookend
To let it fall, in the end

Would you let me take yours?
Would you try to open mine?
Would you still be my friend
After read every line?
"I'll try..."

It doesn't starts in page four
Have no dedications, no brief
Every dot's a little breathe
To start again and again
"Until the end..."

How many more times you'll read
The same quote I wrote years ago?
"If you love me, let me go"
The paper with the marks of your tears
Coffee, sweat, your fingertips
But the mistakes are still mine...
My blank pages with no dead lines
Nightmares come in the lines I skip
The words I should, but don't use
The feelings I chose never feel

A quem ler

Sabe o que eu penso sobre tudo isso?
Política, religião, humanidade, vício?
É que no fim das contas e das dívidas
Perco tempo demais me preocupando, não vivo
Uso o meio virtual por alguma mera companhia
Mas só vejo superficialidade e vidas vazias
Tua cara editada não me diz nada, não tem vida
Só me machuco com o mundo mal resolvido.
Com gente que julga demais e não oferece abrigo
Com gente que cita o que um homem disse algum dia
Mas não segue seus passos e seus princípios
Intolerância, raiva, ignorância, hipocrisia.
Vejo beleza nas ruas quando estão vazias
Sem a ansiedade e fúria do trânsito assassino
A felicidade está em quem chega primeiro vivo?
Não, no fim não há nada disso.
Os corredores nem sabem por que estão correndo
Seu problema é sempre mais sério que o alheio
Acidente é só uma remota possibilidade, frívolo.
Não confunda trabalho com limitação física
Não estacione no lugar que alguém realmente precisa
Olhe além do teu próprio umbigo
Ou arranque do pescoço bendito crucifixo
Não se venda, não se contradiga
Agora, lá fora, mil folhetos e cavaletes de lixo
Mil rostos convincentes em mil belos artifícios
Quando o desespero por mudança em tudo acredita
Quando falsos messias adentram pobres vidas
Quando o que te corrompe parece divino
Quando Deus é a própria serpente viva
Quando o homem convence com palavras que é bom
Só por ser bom com palavras, se justifica
Furemos, então, nossos olhos e ouvidos
Saberemos, então, se o homem nos salvará
Ou nos matará na escuridão e no silêncio da própria agonia.

Eu não aceitarei teu Deus goela abaixo
Eu não venderei meu voto à teu candidato
Eu não aceitarei tua ignorância por amizade
Eu não lhe julgarei por estar no caminho errado
Mas não lhe darei meu sorriso sem tua humildade.

Não me olhe assim, com negro assombro
Penso muito sobre tudo o que digo
Não se preocupe comigo, apenas respondo
O que eu penso sobre tudo isso...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Problema

O problema é que todo mundo tem muitas companhias quando você não tem nenhuma
 - Não quer dizer que sejam boas companhias.
O problema é que todo mundo vem falar com você quando está ocupado
 - Vieram TRÊS pessoas, pareceu muito pois estava muito ocupado.
O problema é que não conheces pessoas novas, como os outros
 - Nem todo mundo vai com a tua cara, e você não vai com a cara de todo mundo.
O problema é que quem te dá atenção não lhe é interessante
 - Tens que dar mais uma chance, já que você queria uma.
O problema é que quem lhe é interessante não lhe dá atenção
 - Não quer dizer que vão lhe dar a chance que tanto quer.
O problema é que quer ser tratado como igual, mas não trata à todos assim
 - Cada um de nós é um universo de interpretações.
O problema é que sai sempre sozinho, por que ninguém que chamas quer sair
 - Tente chamar outras pessoas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tudo passará

Você começa conversas sem respostas
És emissor, sem receptor de presente alma
Se preocupa não... não é bola fora
Apenas falas com as pessoas erradas...
Pode ser um cabra de idade avançada
Ou jovens que trocam o pensar pela fala
Mas liga não, tem gente boa lá fora
Não procures. Quando menos esperas, achas!