quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"O que fizemos com nossas próprias vidas?"

Estou cansado de olhares tortos
Esperando sorrisos emprestados
Eu sei, "de novo esse papo..."
Pois é, vamos ressuscitar os mortos!

Sabe aquele medo de morrer sozinho?
Sabe aquela ideia de eterna solidão?
Então, não que se importe, mas acho que não tenho mais não
Mesmo assim, coloque seu descaso no seu devido orifício.

É tão mais fácil fazer cara feia
É tão mais fácil ficar fazendo "poeminha"
Todo mundo quer que eu ande na linha
Afinal, o que não rima não é lido, é besteira
Eu sei, eu puxo conversa à toa, cara chato
Mas se me ignora, espere ser ignorado.

Já aprendi a não subestimar ninguém
Cada pirralho é um inimigo em potencial
Temos dois conceitos: o que é e o que não é normal
Todo jovem quer ser o primeiro, amém.

Só que o tempo passa pra todo mundo
"HA VÁ?", você vai cuspir em vez de dizer
Deixa eu terminar, deixa de ser você
Ignorância é porta a fora, chega de insulto.

Se não morre antes, cresce e envelhece
Pode ser rico, pobre, bandido, herói, político
Feliz, estressado, raivoso, triste, depressivo
Mas vai morrer, mesmo depois de tanta prece.

Então para que tudo isso?
Pra que sofrer, se o fim é sempre o mesmo?
Por que se importar por todo o apreço?
Eu não sei, eu não sei, eu não sei nada disso...
Não estaria escrevendo se soubesse mesmo...

Quem não é preso é livre
Mas o livre é arbítrio!
Eu acredito no que eu quiser, vivo ou fictício
Sou a soma de tudo que existe.
Um tanto burro, ego inflado
Invejoso, ciumento, tapado
Mas chega de elogios
Fatos são fatos.

Por isso, amigo incrédulo
Se acalme, porque pode vir muita coisa ainda
Esse livro tem mais páginas a queimar do que gasolina
Mesmo que morras na estrada, ó meu querido ego.

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