...que deveria ser dito?
Que deveria ser feito?
O que esperar desses meios
Para tais fins alcançar?
Eu sei do quanto preciso
Eu sei o quanto desejo
Mas vejo não ter um jeito
Um jeito são p'ra lidar
Com tantos tão caros vícios
Com novos tais velhos erros
Ser morto pelo meu medo
Do que morrer ao tentar
Pois se tudo tem início
E se tudo há de acabar
Deixo versos sem começo
Que não hei de terminar
Deixo à vida meu desfecho
Sem que a mim caiba deixar...
Que-de-ve-RI-a-ser-di(to)?
Que-de-ve-RI-a-ser-fei(to)?
O-que es-pe-RAR-des-ses-mei(os)
Pa-ra-tais-FINS-al-can-çar?
Eu-sei-do-QUAN-to-pre-ci(so)
Eu-sei-o-QUAN-to-de-se(jo)
Mas-ve-jo-NÃO-ter-um-jei(to)
Um-jei-to-SÃO-p'ra-li-dar
Com-tan-tos-TÃO-ca-ros-ví(cios)
Com-no-vos-TAIS-ve-lhos-er(ros)
Ser-mor-to-PE-lo-meu-me(do)
Do-que-mor-RER-ao-ten-tar
Pois-se-TU-do-tem-i-ní(cio)
E-se-TU-do há-de a-ca-bar
Dei-xo-VER-sos-sem-co-me(ço)
Que-não-HEI-de-ter-mi-nar
Dei-xo à-VI-da-meu-des-fe(cho)
Sem-que a-MIM-cai-ba-dei-xar.
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
World Leader Pretend - R.E.M.
"Esse é o meu erro, deixe-me consertá-lo
Eu levantei o muro, e eu serei aquele que irá derrubá-lo.
Sento-me à minha mesa, e provoco a guerra em mim mesmo
Isso parece ser tudo para nada.
Eu sei sobre as barricadas, e eu sei que o reboco do muro quebra
Eu reconheço as armas, eu as usei bem.
Esse é o meu erro, deixe-me consertá-lo
Eu levantei o muro, e eu serei aquele que irá derrubá-lo.
Eu tenho uma rica compreenção sobre minhas melhores defesas.
Eu proclamo que as reivindicações sejam mantidas não declaradas.
Eu exijo uma revanche, eu decreto um impasse.
Eu divino meus motivos mais profundos.
Eu reconheço as armas, eu as pratiquei bem.
Eu às instalei sozinho
É incrível pensar nos dispositivos com os quais você pode simpatizar
Enfatizar...
Estenda a mão para mim, me abrace forte
Mantenha essa memória
Deixe minha máquina falar comigo,
Deixe minha máquina falar comigo...
Esse é o meu mundo, e eu sou o Fingido Líder Mundial.
Essa é a minha vida, e esse é o meu tempo
Foi-me dada a liberdade de fazer o que eu achar melhor.
É hora de arrasar com os muros que eu construí...
É incrível pensar nos dispositivos com os quais você pode simpatizar
Enfatizar...
Você preenche o reboco
Você preenche a harmonia
Você preenche o reboco.
Eu levantei o muro,
E eu serei o único,
Eu serei o único a derrubá-lo."
https://www.youtube.com/watch?v=WwS9_vqdHcQ
Eu levantei o muro, e eu serei aquele que irá derrubá-lo.
Sento-me à minha mesa, e provoco a guerra em mim mesmo
Isso parece ser tudo para nada.
Eu sei sobre as barricadas, e eu sei que o reboco do muro quebra
Eu reconheço as armas, eu as usei bem.
Esse é o meu erro, deixe-me consertá-lo
Eu levantei o muro, e eu serei aquele que irá derrubá-lo.
Eu tenho uma rica compreenção sobre minhas melhores defesas.
Eu proclamo que as reivindicações sejam mantidas não declaradas.
Eu exijo uma revanche, eu decreto um impasse.
Eu divino meus motivos mais profundos.
Eu reconheço as armas, eu as pratiquei bem.
Eu às instalei sozinho
É incrível pensar nos dispositivos com os quais você pode simpatizar
Enfatizar...
Estenda a mão para mim, me abrace forte
Mantenha essa memória
Deixe minha máquina falar comigo,
Deixe minha máquina falar comigo...
Esse é o meu mundo, e eu sou o Fingido Líder Mundial.
Essa é a minha vida, e esse é o meu tempo
Foi-me dada a liberdade de fazer o que eu achar melhor.
É hora de arrasar com os muros que eu construí...
É incrível pensar nos dispositivos com os quais você pode simpatizar
Enfatizar...
Você preenche o reboco
Você preenche a harmonia
Você preenche o reboco.
Eu levantei o muro,
E eu serei o único,
Eu serei o único a derrubá-lo."
https://www.youtube.com/watch?v=WwS9_vqdHcQ
Sinto falta
Sinto falta da boa e velha segurança
De ter um objetivo, de ser útil, ter um caminho
De estar no lugar certo, quase na hora certa
Mas ainda em algum lugar.
Sinto falta de não me preocupar
Com a vida e sua total falta de sentido
De me empolgar com jogos, objetos, ilusões
Que cedo ou tarde iria a todos descartar.
Há algum tempo assim me sinto
Sem saber bem o que preciso procurar
Já não gasto dinheiro tentando fugir disso
Como os bêbados daquela esquina de silenciosas lamentações
Tratando a todos como seus amigos
Para os seus demônios desesperados acalmar
Para ainda se sentirem vivos.
Sinto falta de todo aquele misticismo
Das coisas espontâneas que costumavam me visitar
Dos fins de tarde aos inícios de paixões
Os atuais fins dos dias e mais toques frívolos.
Onde estão as epifanias?
Os mapas mentais do caminho a trilhar?
O sabor das conquistas, de fazer a coisa certa
De tudo o que fazia sentido...
Não é assim que as coisas costumavam ser
Não é a primeira vez que me perco
Não é a primeira vez que estou preso
Sem saber o próximo passo a ser ditado.
As boas companhias aliviam o peso dos passos
Reduzem o volume dos tiques a me perseguir
Mas enquanto meus pés estiverem pregados
Enquanto nada surgir novamente de todo o abstrato
Nada serei ou farei por aqui.
De ter um objetivo, de ser útil, ter um caminho
De estar no lugar certo, quase na hora certa
Mas ainda em algum lugar.
Sinto falta de não me preocupar
Com a vida e sua total falta de sentido
De me empolgar com jogos, objetos, ilusões
Que cedo ou tarde iria a todos descartar.
Há algum tempo assim me sinto
Sem saber bem o que preciso procurar
Já não gasto dinheiro tentando fugir disso
Como os bêbados daquela esquina de silenciosas lamentações
Tratando a todos como seus amigos
Para os seus demônios desesperados acalmar
Para ainda se sentirem vivos.
Sinto falta de todo aquele misticismo
Das coisas espontâneas que costumavam me visitar
Dos fins de tarde aos inícios de paixões
Os atuais fins dos dias e mais toques frívolos.
Onde estão as epifanias?
Os mapas mentais do caminho a trilhar?
O sabor das conquistas, de fazer a coisa certa
De tudo o que fazia sentido...
Não é assim que as coisas costumavam ser
Não é a primeira vez que me perco
Não é a primeira vez que estou preso
Sem saber o próximo passo a ser ditado.
As boas companhias aliviam o peso dos passos
Reduzem o volume dos tiques a me perseguir
Mas enquanto meus pés estiverem pregados
Enquanto nada surgir novamente de todo o abstrato
Nada serei ou farei por aqui.
domingo, 2 de agosto de 2015
Casca
O que é a paixão
Se não um apreço egoísta à alheia casca?
Apreciar a beleza de uma flor pelas pétalas
Ignorando os espinhos de sua criação
O primeiro toque pode não ferir-te a mão
E irá inebriar-te pelo perfume que exala
E enquanto outra doce noite não acabar
Sente febril vontade de, por capricho, tomá-la
Garantindo a si mesmo não sangrar, em vão
Pois sempre sangra, e a solta sem pensar
Depois de arrancá-la do abrigo, do chão
Depois de sentir os espinhos em tua pele rasa
Pois busca sempre a verdade por tua vista vaga
Mas a ignora pelas fantasias de tua imaginação...
Há imperfeições em tudo o que bem observar
A sombra sempre se molda ao que a luz não transpassa
Se não é capaz, faça um favor à flor e tua vida escassa
E não toque no que só tua vista deve tocar.
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