domingo, 29 de dezembro de 2013

Apenas...

Apenas viva
Não há preço que pague isso
Não há remorso que te reembolse
Não há segunda chance que console
Não espere de ninguém um sorriso
Se não pode fazer o mesmo
No âmago de seu desespero
Por achar que está sozinho
Seja você mesmo(a)
Mesmo que o mundo o(a) julgue indefeso(a)
Mesmo que não se encontre no espelho
Mesmo que chegue à ponta do abismo...

Velho novo erro

Um luxo e um capricho
Quando forte confunde-se astuto
Mas tão comum a parecer lixo
Quando sincero tão único
Mas palavras são como vícios
Nunca param, sempre vazios
Sem valor aos lúcidos
Tudo para os iludidos
Nunca subestime o mundo

Não o deixe enganar teus sentidos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Nada além da verdade?

Jogos aparte
Me mate de ti a vontade
Antes que eu esqueça teu gosto
Quase agridoce,
Como o aroma do verão, suave
Que o acaso me trás por vaidade
Pra me enlouquecer
Por mais resolvido que eu fosse...
Ou me deixe aqui no chão
Pra que eu levante, siga viagem
Lembre de ti em memória
Um capítulo fora da história
E talvez me afogue em saudade

Se ao menos me fosse possível, algum jeito
Em outro tempo, lugar
Em que cada pôr-do-sol, meio de noite
Cada amanhecer de ar fresco e doce
Teu semblante, em vermelho
Eu não tivesse mais de lembrar...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Antes do verão acabar...

E se algum dia achares paz em teu jardim
Traga-me um pouco
Te darei em troca atenção e conforto
E alguns ramos de alecrim...

...pois por mais que tema a mim

O mundo, e o que sentes como louco
Jamais hei de lhe dar as costas, tampouco
Esquecerei-te depois de morto, enfim.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quando você vai voltar?

Mesmo lhe tendo em meus braços
De fato não sei se a terei
Algum dia
Não sei se preciso ou quero ter você
Não sei se preciso saber por quê
Eu só quero-te
Não sei por que preciso te convencer
Te convencer de algo que talvez passe
Algo que agora completa meu ser
Mas que algum dia, talvez
Vá embora, siga viagem
O que você em mim fez?
Onde perdi a linha do meio fio
E na rua sem medo caí
Deixando a dor vir me atropelar?
Não é que eu queira complicar
Com o saber ou não saber
Se o sentir a mim vale muito mais
Que qualquer teoria perspicaz
Do que devo ou não fazer
Não quero esperar abraçado
Com o acaso pra na rua te encontrar
Já tenho muita controvérsia
E sou controverso ao teu lado
Eu nunca disse que tinha que ser um sonho
Isso apenas torna tudo mais fácil
Do que realidade enfrentar
Pois não quero acordar jamais
Se for para sem você eu ficar...

Se ao menos me fosse possível, de algum jeito
Em cada pôr-do-sol, meio de noite
Cada amanhecer de ar fresco e doce
Teu semblante, em vermelho
Eu não ter mais de lembrar...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Indiferença

Eu poderia olhar os campos
O céu, o mundo
Das árvores e catedrais o topo,
Dos lotes e jardins o fundo
Mas não acharia nada tão profundo
Quanto o que vi em teus olhos
Tristes e serenos
Que não piscavam, pequenos
Mas brilhavam, em estranho orgulho
Por saber, que no fim
Ainda somos os mesmos
Divididos e juntos
Depois de um forte abraço
E no rosto, um beijo
E um "até logo", frívolo
Com um olhar doce de quem diz
"Pode ser o término ou o epílogo
Não precisa ter medo
Não precisa haver fim
Se nunca houve começo"...

Autoretrato

Você é tão pequeno
Sim, você o é
Tão pequeno quanto um grão de areia
Às inconsistências da maré
Você até poderia deixar o vento
Te carregar sobre a Terra
E sob o Sol
Mas você teme perder o que tem
E se tornar ainda menor
Sim, você teme arriscar
Teme olhar direto nos olhos
Aos sentimentos se faz cego
Demonstra fúria para ser temido
É acusado pelo próprio ego
Ninguém o julga
Não há motivos significantes para tal
Mas as ruas se tornaram tribunais
Sua vergonha é a sentença final
O juri se levanta e sai nos sinais
O céu cinza o faz sentir só
Mas parece ser pintado só para você
A soberba te traz a atenção do mundo
Que parou só para te ver
É, você busca auto-respeito
Naqueles fora de sua cabeça
Busca admiração, franqueza
Sem ser franco com si mesmo
Então, você descobre sua pequeneza
Descobre fraqueza, insatisfação
Descobre que seu orgulho universal
Com o universo faz comparação
Então abre mão de seu luxo
Os tribunais somem, os olhares cessam
A sentença termina
E ninguém é maior que você
Mas você se sente ainda melhor
Por não precisar sem maior do que ninguém
Você olha o mundo, sereno
Vê que nada realmente importa
Mesmo que menor você fosse
O mundo então lhe olha com insignificância
Uma suave fragrância
Que nunca pareceu tão doce...

Domingo, 1 A.M.

Vendo a chuva la fora
Ouvindo os pingos baterem na janela...
Eu era como o pingo que me caiu à testa
Na multidão...
Como você me encontrou, coração?
Qual é o seu maior segredo
Pra eu lhe zelar
Você não poder mais me largar
E eu não ter de pedir perdão?
Ah, coração...

domingo, 1 de dezembro de 2013

Não é só mais uma mensagem copiada de e-mail!

Se for pra durar, que dure pra sempre
Se for pra acordar, que acorde ao seu lado
Se for pra esquecer, que nada aconteça
Se for para ver, que seja você
Se for pra viver, que seja bom
Se for pra ouvir, que seja um sussurro
Se for pra sorrir, que seja honesto
Se for pra chorar, que seja sincero
Se for falar, que seja com jeito
Se for pra lembrar, que seja seu rosto
Se for pra sentir, que seja seu beijo
Se for para amar, que não seja pouco
Se for para amar, que seja por inteiro
Pra sempre, ao seu lado, que aconteça, com você, ser bom, 
Em um sussurro, honesto, sincero, com jeito,
Teu rosto e teu beijo, 
Mais que um pouco, mais que inteiro!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vivendo

Estar bem novamente Se sentir feliz por nada Se nada é o que me faz bem Estar com você é ter calma Mesmo nesse jogo duvidoso Em que as vezes não responde minhas chamadas Mais tarde você me compensa Me deixa louco e aquece alma Mas não pensemos no passado Sem tempestade em copos d'água

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"It was just a dream... ?"

Acordo bem cedo,
Tonto me endireito
Preso pensamento, aperto no peito
Sem saber por que
Lavo a cara
Penso no aperto
Procuro em devaneios
Causa, razão, anseio
Quando nada me resta
Me apresso,
Sem motivo de pressa
Corro
Sem estar atrasado
Abro a geladeira pra
Ordenar fatos
Mas não há nada lá
Por que não posso
Parar de pensar?
O que me provoca
Tanto pesar?
Se pudesse voltar a sonhar...
Então me lembro
Então me sento
O sonho
É, eu estive a sonhar
Parece fazer tanto tempo
Parece que durou
Mil noites inteiras
Ao invés de uma
Uma
Que você não me deixou em paz
Uma noite
Em que lhe tive uma vez mais
EM que te prendi em meus braços
Me perdi em teus lábios
Percorri teu corpo
Contornei todos os teus traços
Te senti arder como fogo
Enquanto deixava
Meu coração em descompasso
E ai tudo acaba
Poxa, que noite "agitada"
É o que dá, que me leva a crer
Em ficar tantos dias
Sem poder provar você
Meu doce e intenso vício
Meu motivo pra esperar a noite
Sem nunca mais amanhecer