terça-feira, 25 de maio de 2010

Apenas mais um final!

Eu vejo em seus olhos
Algo que você tenta me esconder
A falta de coragem pra contar
Contar que você não se sente bem ao me ver
Eu vejo seus dedos dobrarem
Suas hunhas rasparem na pele
Teme me dizer o que me fere
E ao mesmo tempo fica fria, inerte
Paralizada pelo medo de ser má
Eu entendo o que você está a passar
Eu vejo você mudar de assunto
Eu sinto você tentar fugir
E talvez isso seja pior
Do que uma vez a verdade ouvir
Talvez... não... Isso realmente
Me faz infeliz
Não se sinta mal
Não me esconda o que sente
Se uma bela história chega ao final
É por que não era tão bela assim
E talvez do falso amor chegando ao fim
Nasça uma bela amizade real
Nada mais natural...

"Stay safe tonight..."



O que acontece com a vida
Vida, sempre viva nesse lugar
O que se passa na sua cabeça
Quando vê a lua chegar?
O que você espera ver
Quando mergulha em meu olhar?
Seus olhos não alcançam
O que seu coração pode enxergar
Eu já passei por muitos bosques
Colinas verdes ao luar
O Sol brilha, num raio esperança
Até onde o amor pode chegar
Nessas horas você vê
Quanto a vida frágil está
Não se apegue demais às coisas
Das quais não pode carregar
Pois de tudo o que você juntou em sua história
"...All that you can't leave behind..."
É tudo o que você pode dividir
Com quem quiser, a quem algo bom sentir
Mas que ninguém e nada nesse mundo
Pode lhe tirar...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem procura sempre encontra...

Bem, eu ja vou indo
Existem ruas imensas a percorrer
Trilhas vazias, caminhos
Sou apenas mais um viajante
Esperando pela hora de morrer
E você pode me seguir, se quiser
Pode olhar além do que meus olhos vêem
Pode andar por entre o fogo e a água
E ainda assim irá se perder
Não sou de deixar rastros
Não sou de deixar lembranças
Não há uma placa em minha testa
Dizendo onde começa, e por onde avança
A fila de pecados que me infesta
Não sou nenhum santo
Mas também não sou culpado
Eu sou apenas mais um largado
Procurando pelo que muitos têm
Algo que se carrega do berço à sepultura
Algo que se tem da loucura até a razão
Do cérebro ao coração
E que parece ter hora certa pra funcionar
Talvez algum dia alguém isso entenderá
Quando eu não estiver mais aqui
Quando a alma de mim fugir
Conseguindo ou não
Tal tesouro encontrar

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quem dera, quimera!



Vagando pela cidade deserta
Numa tarde fria de Sábado
Esperando algo novo surgir
Brotar do silêncio, do céu parado
Em uma tela, pintado
Como se a noite nunca mais
Fosse cair
Ao menos a bela paisagem
Das poucas nuvens e do Sol a brilhar
Ao topo das árvores, catedrais
Me faz esperança, na viagem
Da fuga do real, o sonhar
Com lugares melhores, surreais
Sem motivos a me preocupar!
"And you know it's time to go..."
"Ir para onde, por qual caminho?"
Um lugar, criado por quem sou!
E nesse lugar, não estou sozinho
Nesse lugar, estou mais perto de mim
Do que jamais estive
De quando me procurava no reflexo
Daqueles que habitam a cidade deserta
Não deserta de corpos, mas espíritos
Sentimentos, cores por parte daqueles
Que nela vivem...
Quando sou obrigado a sair da loucura
Me sinto só novamente
Triste, na realidade doente
Sem vida, sem tempo e espaço
Continuo a andar, pensando, indiferente:
"É só mais uma tarde fria de Sábado!"