quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Saudade



Saudade é algo incrível
Sim, e estranho
Não triste em sua totalidade
Surge simples, com o passar dos anos
E perdura até o fim de nossas
Memórias

Lembranças antigas, ou recentes
De anos, meses ou dias
Do qual algo que hoje é diferente
Era mais que simples motivo
De alegria
E felicidade sem motivo
Quem disse que é preciso motivo
Pra se estar feliz?
Há quem diga que estar feliz
Por pura nostalgia
Não é exemplo e nem razão
Para sorrir
Bem, eu me sinto assim
Quando ao acaso me recordo
De algo que fiz à tempos
E do qual não me lembrava
Fugira do pensamento

Ora, me chamem de tolo
Ó sábios seres céticos
Se vossos frios corações
Não tem mais motivos a bater
Por vida, mas sim por medo
À morte ter de ceder, incrédulos
Pois a saudade pode me trazer dor
Mas minhas lembranças fazem parte
De minha trouxa, minha "passagem"
Mesmo dos frios e chuvosos fins de tarde
Nos quais nada pude ver

A dor não poderá
Derreter meus olhos de gelo
Congelar meus próximos amanheceres

Creio que a saudade em si
Só me mostra o quanto fui feliz
E o quanto feliz ainda hei de ser

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Só mais um monte de rimas

Viva todos os dias
Como se fossem o
Último
Mas... levando ao pé da letra
Já que eu nem sabia
Que letra tinha pé
Se fosse realmente o último
E quem sabe, é
Você saberia vivê-lo?
Sua mente não se encheria de medo
E remorso do que ainda não fez?
Talvez não, talvez não...
Talvez você estaria calmo
Feliz, em paz
Saberia finalmente o que há do outro lado
Acabaria dor, ou você a deixaria
Para trás...

A quem diga não ter medo da morte
A quem diga que só está
A esperar a hora
De morrer, ou escapar com a sorte
"(...)Bem aventurados sejam, todos que caírem
Em moratória..."
Mas eu acho
Que no fim das contas
Nem eu, nem o mundo
Sabe realmente o que diz
Sobre algo fácil de se discutir
Mas que poucos se atrevem
A comprovar
Quem se auto desliga
O faz para se escapar
Não defende e não afirma
Foge do que não pode parar
A vida/morte deve ser uma das coisas
Das quais não se deve entender
Quanto mais subestimar...

Bem, mas chega de tanta repetição
Chega de tantos pleonasmos
E assuntos naturais
Minha criatividade está um saco
Mas o que fazer se morte
É tudo o que eu vejo nos jornais?