Se eu deixasse meu ego de lado
Seria você capaz de fazer o mesmo?
Seríamos capazes de repetir os atos
Simples e inocentes de outros tempos?
Se eu fosse sincero e descuidado
Você me estenderia a mão sem punho seco?
Sem palavras duras, sem jogos de sarcasmo
Apenas conversas leves jogadas ao vento?
O que será a você necessário
Para que perceba que ainda sou o mesmo?
Perdido entre as dúvidas, medos e marasmos
Buscando apenas chegar um dia aos braços da morte, ileso.
Creio que é o que todos anseiam por epitáfio
No fim, largar armas, escudos e receios
Sentir-se em paz, num abraço apertado
Quando nada mais importar, nem orgulho machucado
Sem guerras a travar com os que, a nós, tanto se assemelham...