terça-feira, 8 de junho de 2010

Superações



O que é superar?
Sair ileso de um ataque
Como é levar um forte baque
E carregá-lo em sua mente
Até ele lhe sufocar?
Humilhar pode ser hilário
Quando só se assiste
E quando não se vê o medo
Não se sente o desespero
Nos olhos de quem as reprime
Vivendo escondidas
Todos os dias
Remoídas
Tirando o pouco belo
Da realidade
Arrancando inocência
Da tão dura verdade
'Vê se aprende a brincar!';
'Chorão! Porque não vai se matar?!'
Tudo tão inofensivo quanto
Do ódio, a frieza
A ponto de provocar
Doenças, fraquezas
Imaginárias e mortais
Que por mais irreais
Vão te destruir
Você já as pode sentir?
Tome cuidado pra não ficar louco
A ponto de ser dependente
De algum outro doente
Que te oferece ajuda
Por 200 verdes notas
À hora
O termo "bola de neve"
Não é usado ao acaso
Seria tão mais fácil
Ser o mais forte
Ser o ácido que corrói
A alegria dos mais fracos
Não haveria NADA a ser superado
Ou estou eu, novamente
Errado?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Loucura


Ninguém ouviu o que ela disse
Ninguém parou para ouvir
Ninguém perguntou o que havia
Ninguém a viu sair
Ela precisava de ajuda
Ela precisava de tempo
Pra mudar realidade absurda
Abrir fogueiras ao vento
E sem acreditar em milagres
Ela saiu correndo pela rua
Esperando que se alguem à atropelasse
Que fosse a razão, dura e fria
Para acabar com a dor vazia
Pra morrer
Pra que o medo acabasse
E assim ela foi
Para além das árvores
Além das ruas e arranhacéus
Voando em sua viagem
Agora, nenhum espelho mais a vê
Como antes, tristeza
Tornou-se reflexo invisível
Tornou-se saudade