Sente o vento correndo por tua pele
Tentando fechar teus olhos de esmeralda
Um cílio se perde na imensidão do espaço
Que há entre nossos corpos nesse fim de tarde
Que não tarda
O fim do dia não demora, sempre em compasso
O inverno encurta os dias e a noite os abraça
Mas você já não está em meus braços...
Entre folhas secas caindo no chão frio
Nossos passos cobertos e apagados pelo tempo
Ainda estou com você, mas só me vê amigo vil
Como as árvores despidas e galhos ao sereno
A paisagem me faz sorrir, me inspira arrepio
Enquanto olha pálida meus dedos em movimento
Escuta triste minha melodia esperando silêncio
Me faz parar com um olhar vazio
Teus olhos agora cinzas em luto lamento
Me fazem crer que já estou sozinho
Sou apenas mais uma lápide
Em teu cemitério de pensamentos
Sou apenas mais uma de tuas memórias
Com fim, mas sem meio ou início
Você poderia arrancar meu sorriso num olhar
Poderia usar teus lábios em mim, me dar abrigo
Mas os usa apenas para o silêncio amargar
E pra dizer que nada mais faz sentido
E que seu amor, agora ínfimo
Não é mais infinito, nem capaz de continuar
Um beijo na testa e um último olhar
"Nos vemos além do paraíso..."
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
quarta-feira, 26 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Até logo
De todas a fotografias
Todas as cartas jogadas no chão
Todas as más companhias
Todas os poemas escritos à mão
De tudo que a gente tinha
E tudo que perdemos por mera opção
No canto da casa vazia
Um suspiro e um soluço na escuridão
De tudo o que eu prometia
E tudo que você fingia por atenção
De todas as minhas mentiras
E a sua leve falta de organização
Esses foram outros dias
Dias quase frios em pleno verão
Tudo de belo que outrora havia
Fui eu capaz de em um momento abrir mão
E tudo o que você queria
Era o meu amor por anos de paixão
Um doce lar, doce família
Doces sonhos de mais puro coração
Talvez eu me arrependa um dia
Talvez eu nunca mais consiga dizer não
Prefiro ser infeliz em solitária agonia
Do que tornar tua vida amarga como a minha solidão...
Todas as cartas jogadas no chão
Todas as más companhias
Todas os poemas escritos à mão
De tudo que a gente tinha
E tudo que perdemos por mera opção
No canto da casa vazia
Um suspiro e um soluço na escuridão
De tudo o que eu prometia
E tudo que você fingia por atenção
De todas as minhas mentiras
E a sua leve falta de organização
Esses foram outros dias
Dias quase frios em pleno verão
Tudo de belo que outrora havia
Fui eu capaz de em um momento abrir mão
E tudo o que você queria
Era o meu amor por anos de paixão
Um doce lar, doce família
Doces sonhos de mais puro coração
Talvez eu me arrependa um dia
Talvez eu nunca mais consiga dizer não
Prefiro ser infeliz em solitária agonia
Do que tornar tua vida amarga como a minha solidão...
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