quarta-feira, 5 de março de 2014

Até logo

De todas a fotografias
Todas as cartas jogadas no chão
Todas as más companhias
Todas os poemas escritos à mão
De tudo que a gente tinha
E tudo que perdemos por mera opção
No canto da casa vazia
Um suspiro e um soluço na escuridão
De tudo o que eu prometia
E tudo que você fingia por atenção
De todas as minhas mentiras
E a sua leve falta de organização
Esses foram outros dias
Dias quase frios em pleno verão
Tudo de belo que outrora havia
Fui eu capaz de em um momento abrir mão
E tudo o que você queria
Era o meu amor por anos de paixão
Um doce lar, doce família
Doces sonhos de mais puro coração
Talvez eu me arrependa um dia
Talvez eu nunca mais consiga dizer não
Prefiro ser infeliz em solitária agonia
Do que tornar tua vida amarga como a minha solidão...

Nenhum comentário:

Postar um comentário