Se eu deixasse meu ego de lado
Seria você capaz de fazer o mesmo?
Seríamos capazes de repetir os atos
Simples e inocentes de outros tempos?
Se eu fosse sincero e descuidado
Você me estenderia a mão sem punho seco?
Sem palavras duras, sem jogos de sarcasmo
Apenas conversas leves jogadas ao vento?
O que será a você necessário
Para que perceba que ainda sou o mesmo?
Perdido entre as dúvidas, medos e marasmos
Buscando apenas chegar um dia aos braços da morte, ileso.
Creio que é o que todos anseiam por epitáfio
No fim, largar armas, escudos e receios
Sentir-se em paz, num abraço apertado
Quando nada mais importar, nem orgulho machucado
Sem guerras a travar com os que, a nós, tanto se assemelham...
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
terça-feira, 14 de novembro de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Talvez
Talvez, um dia
Eu sinta falta dessa alegria
Sinta falta dessa vida tranquila
Dessas doces sensações.
Talvez sinta falta de minha vista
De minha audição, tão querida
Dos aromas trazidos na brisa
De respirar em plenos pulmões.
Talvez sinta falta de minha energia
Do meu ânimo, insistência viva
Funções motoras, memória fina
Do sono tranquilo e das emoções.
Talvez sinta falta da correria
Do passo apressado, do dia-a-dia
Da mais constante rotina
E mais inconstantes situações.
Talvez sinta falta de minha família
De meus amigos, da minha menina
De minhas melhores companhias
Que chegam e partem pelas estações.
Pois o que minha vida tem de rica
Tem de perecível, tem de finita
E hei de apreciar o quanto me permita
Tudo que ainda não perdi entre minhas ilusões.
Eu sinta falta dessa alegria
Sinta falta dessa vida tranquila
Dessas doces sensações.
Talvez sinta falta de minha vista
De minha audição, tão querida
Dos aromas trazidos na brisa
De respirar em plenos pulmões.
Talvez sinta falta de minha energia
Do meu ânimo, insistência viva
Funções motoras, memória fina
Do sono tranquilo e das emoções.
Talvez sinta falta da correria
Do passo apressado, do dia-a-dia
Da mais constante rotina
E mais inconstantes situações.
Talvez sinta falta de minha família
De meus amigos, da minha menina
De minhas melhores companhias
Que chegam e partem pelas estações.
Pois o que minha vida tem de rica
Tem de perecível, tem de finita
E hei de apreciar o quanto me permita
Tudo que ainda não perdi entre minhas ilusões.
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