Esperando o Sol nascer
Por trás do mar incerto
Estrelas caem na claridade
E desaparecem no horizonte eterno
Não estamos mais na cidade
Somos as folhas secas do inverno
Fomos nós que queimamos lixo a céu aberto
Fomos nós que tornamos o paraíso no inferno
Somos nós quem nos julgamos sempre espertos
E se Deus ainda vem aqui, se não se cansou
Não vai criar outro Éden em nosso negro deserto
Sobre o mar de corpos
Frutos da ilusão de "progresso"
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Sonhar, sonho, sonhador...

O sonho
Belo
Suave, terno
Onde tudo pode acontecer
Sonho real tem a ver com conquista
Sonho noturno é cansaço
De um dia de briga
Luta por seu próprio espaço
É o embaralhamento
De todos os seus pensamentos
Em apenas uma linha
De tempo
Desigual
E sem sentido
Ou direção
Nos assusta ou alegra
Nos anima ou entristesse
Mas é só sonho mesmo
E quando o dia amanhece
Dá lugar ao sonho vital
"Desejo, necessidade, vontade..."
Ambição por felicidade
Desejo ilusório de alcançar algo
Como uma porta aberta
Sem razão
Para a passagem simples,
Reta e correta
A doce tragetória
Da auto-realização
Pois um homem sem sonhos
É uma casa sem portas
As janelas da visão podem
Espiar oportunidades
Mas não fazê-las entrar
Por divina vontade
sábado, 15 de janeiro de 2011
"It's your birthday!"

Amanhã faz um ano
Um ano
Em que tudo começou
Todas as idéias, todas as
Propostas, portas
Desde a ilusão de felicidade
À desilusão de agonia
Dos medos à coragem
Do real às miragens
Do mal e suas vantagens
E onde tudo vai terminar
Creio que nada mudou
Exatamente de seu eixo
E que ainda sou o mesmo
Que por aquela porta entrou
As ilusões vão embora
Os sonhos não
E se forem a mesma coisa
Se forem pedaços do mesmo pão
Desisto de minha cabeça
Mas não do meu coração
Assinar:
Postagens (Atom)