E quando aquele demônio voltar
Quando a cólera amarga reaparecer
Encare-o até não mais suportar
Até ver as raízes de seu renascer
Aqueles velhos cortes, sem cicatrizar
Que você deixou de lado, não pôde ver
Por muitas vezes tanto lhe assustar
Pensamentos tão ácidos a lhe corroer
Cave fundo a alma até o ar lhe faltar
Não é fácil encarar a própria pequenez
Encontre medo que faz tudo lhe ameaçar
Acalme o que há de primitivo em seu ser
Às vezes, haverá de se afastar
Deverá afastar-se de si para ver
Que o problema, nos outros não está
E que o universo é muito maior que você.