Acho que surpreendeu-se com minhas mãos e com meus lábios
Bem, usar de carinhos com cuidado me é um velho hábito
E eu ri quando ela disse que devia estar com mal hálito
Por culpa do seu gosto, pouco aprovado, pelo cigarro
"Oras, fique a vontade. Teu gosto é mais doce que amargo."
E me disse que usava gírias e que gosta de desenhar
E eu, com meu vício sonoro quase não podia lhe escutar
Então compartilhei de seu calor com desajeitado abraço
Eu só em pele, enquanto ela passava frio com três casacos
Me contou seu gosto por coisas simples e naturais
"Comer, dormir, correr... tanta coisa... ah, lutar!"
E, com a minha mania de constranger ao lhe admirar
Talvez não me venha me falar nem me ver mais
Não sei nada de amor, sorte, azar, destino, acaso
Só queria lhe conhecer melhor, ter mais momentos pra lembrar
Queria ouvir-te dizer novamente, sorrindo em descaso
"É agora que o mundo pára pra que a gente possa se beijar?"
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
domingo, 14 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Credor
Tens-me junto a ti em mero devaneio
Outro de todos os sonhos que já inventei
Ter-te aqui, comigo, por puro anseio
Puro capricho, solidão, desespero
É uma das poucas formas de paz que sei
E se há melhor jeito, desconheço.
Nunca abracei solitude
Nem por vencido me dei
Mas entre meus traços rudes, percebo
Que não voltarás enquanto viver
Por meu amargo pecado de lhe esquecer
Por orgulho, por deixar-me muito cedo.
E de todas as promessas e medos
Jaz aqui cicatriz que fizemos sem saber
E o que é dito sobre justiça e sua escassez
"E se afoga em ódio quem não carrega o Terço"
Cínico e cego, na última carta reescrevo
"Aqui ainda será pago ao que se fez".
Outro de todos os sonhos que já inventei
Ter-te aqui, comigo, por puro anseio
Puro capricho, solidão, desespero
É uma das poucas formas de paz que sei
E se há melhor jeito, desconheço.
Nunca abracei solitude
Nem por vencido me dei
Mas entre meus traços rudes, percebo
Que não voltarás enquanto viver
Por meu amargo pecado de lhe esquecer
Por orgulho, por deixar-me muito cedo.
E de todas as promessas e medos
Jaz aqui cicatriz que fizemos sem saber
E o que é dito sobre justiça e sua escassez
"E se afoga em ódio quem não carrega o Terço"
Cínico e cego, na última carta reescrevo
"Aqui ainda será pago ao que se fez".
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