Você só me mostra sorrisos
Mas ninguém é feliz o tempo todo.
Você só me mostra lágrimas
Mas sabe sorrir mais um pouco.
Você só me mostra problemas
Mas já virou tantas e tantas páginas.
Você não vê problema algum
Paga dívidas sem receber troco.
Ninguém é transparente como água
Desconfiamos de tudo e de todos
Palavras nunca valeram nada
Tantos perdem as mãos no fogo
Mas eu não procuro máscaras
Não procuro fazer nenhum jogo
Se não vai me dizer quem é
Depois de tanto me expor como qualquer
Não sou digno de qualquer consolo
Ou de qualquer conselho
Seguiremos conhecidos como somos
Até que você finalmente se encontre no espelho.
Criei esse blog na intenção de ter um lugar para escrever coisas que me vêm a cabeça espontâneamente... poemas, textos, até musicas que imagino ao passar por certas situações diárias, que se não forem passadas para o papel vão embora tão rapidamente quanto chegaram à minha cabeça. Pode não se tratar de algo bonito, inteligente e muitas vezes culto, mas me baseio no que sou, e isso para mim basta. Bem vindos aos interessados e até logo aos que tem coisas melhores para fazer...
terça-feira, 7 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Discórdia
Opinião minha de não opinar
Torna-me menos contraditório
Menos falso, menos ilusório
Que qualquer vil demagogo
Que agora está aos ares gritar.
Perco a fé nas pessoas de perto
Pois tornam o que seria "secreto"
Em algo vazio, em discórdia
Não se respeita opinião alheia
Não se dá a mão à palmatória
Todos falam em melhora
Mas ninguém precisa melhorar
Está à mostra a real face dos homens
Não no que acreditam
Mas no que não se permitem acreditar
O conceito de bem comum foi deturpado
Tua raiva, tua febre, teu sarcasmo
Tua cólera e espinhos afiados
Frutos podres do ato egoísta de disputar
Que venha então o circo de ratos
Que venha o mais sujo dos espetáculos
Já que ninguém vê por trás das cortinas
Mas todos se encantam com o teatro
Que nos apertem ainda mais os cabrestos
Nos façam lutar entre si em desespero
E aquele que vencer e encerrar o último ato
Que salve-nos de nós mesmos.
Torna-me menos contraditório
Menos falso, menos ilusório
Que qualquer vil demagogo
Que agora está aos ares gritar.
Perco a fé nas pessoas de perto
Pois tornam o que seria "secreto"
Em algo vazio, em discórdia
Não se respeita opinião alheia
Não se dá a mão à palmatória
Todos falam em melhora
Mas ninguém precisa melhorar
Está à mostra a real face dos homens
Não no que acreditam
Mas no que não se permitem acreditar
O conceito de bem comum foi deturpado
Tua raiva, tua febre, teu sarcasmo
Tua cólera e espinhos afiados
Frutos podres do ato egoísta de disputar
Que venha então o circo de ratos
Que venha o mais sujo dos espetáculos
Já que ninguém vê por trás das cortinas
Mas todos se encantam com o teatro
Que nos apertem ainda mais os cabrestos
Nos façam lutar entre si em desespero
E aquele que vencer e encerrar o último ato
Que salve-nos de nós mesmos.
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