terça-feira, 5 de outubro de 2010

Só mais um monte de rimas

Viva todos os dias
Como se fossem o
Último
Mas... levando ao pé da letra
Já que eu nem sabia
Que letra tinha pé
Se fosse realmente o último
E quem sabe, é
Você saberia vivê-lo?
Sua mente não se encheria de medo
E remorso do que ainda não fez?
Talvez não, talvez não...
Talvez você estaria calmo
Feliz, em paz
Saberia finalmente o que há do outro lado
Acabaria dor, ou você a deixaria
Para trás...

A quem diga não ter medo da morte
A quem diga que só está
A esperar a hora
De morrer, ou escapar com a sorte
"(...)Bem aventurados sejam, todos que caírem
Em moratória..."
Mas eu acho
Que no fim das contas
Nem eu, nem o mundo
Sabe realmente o que diz
Sobre algo fácil de se discutir
Mas que poucos se atrevem
A comprovar
Quem se auto desliga
O faz para se escapar
Não defende e não afirma
Foge do que não pode parar
A vida/morte deve ser uma das coisas
Das quais não se deve entender
Quanto mais subestimar...

Bem, mas chega de tanta repetição
Chega de tantos pleonasmos
E assuntos naturais
Minha criatividade está um saco
Mas o que fazer se morte
É tudo o que eu vejo nos jornais?

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