Eu poderia olhar os campos
O céu, o mundo
Das árvores e catedrais o topo,
Dos lotes e jardins o fundo
Mas não acharia nada tão profundo
Quanto o que vi em teus olhos
Tristes e serenos
Que não piscavam, pequenos
Mas brilhavam, em estranho orgulho
Por saber, que no fim
Ainda somos os mesmos
Divididos e juntos
Depois de um forte abraço
E no rosto, um beijo
E um "até logo", frívolo
Com um olhar doce de quem diz
"Pode ser o término ou o epílogo
Não precisa ter medo
Não precisa haver fim
Se nunca houve começo"...
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