segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Assíncrono

...que deveria ser dito?
Que deveria ser feito?
O que esperar desses meios
Para tais fins alcançar?

Eu sei do quanto preciso
Eu sei o quanto desejo
Mas vejo não ter um jeito
Um jeito são p'ra lidar

Com tantos tão caros vícios
Com novos tais velhos erros
Ser morto pelo meu medo
Do que morrer ao tentar

Pois se tudo tem início
E se tudo há de acabar
Deixo versos sem começo
Que não hei de terminar
Deixo à vida meu desfecho
Sem que a mim caiba deixar...



Que-de-ve-RI-a-ser-di(to)?
Que-de-ve-RI-a-ser-fei(to)?
O-que es-pe-RAR-des-ses-mei(os)
Pa-ra-tais-FINS-al-can-çar?

Eu-sei-do-QUAN-to-pre-ci(so)

Eu-sei-o-QUAN-to-de-se(jo)
Mas-ve-jo-NÃO-ter-um-jei(to)
Um-jei-to-SÃO-p'ra-li-dar

Com-tan-tos-TÃO-ca-ros-ví(cios)

Com-no-vos-TAIS-ve-lhos-er(ros)
Ser-mor-to-PE-lo-meu-me(do)
Do-que-mor-RER-ao-ten-tar

Pois-se-TU-do-tem-i-ní(cio)

E-se-TU-do há-de a-ca-bar
Dei-xo-VER-sos-sem-co-me(ço)
Que-não-HEI-de-ter-mi-nar
Dei-xo à-VI-da-meu-des-fe(cho)
Sem-que a-MIM-cai-ba-dei-xar.

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