domingo, 5 de julho de 2015

Eu não sei... eu não sei...

Eu vejo os casais felizes deitados alí na grama
Eu vejo pela rua os que não se tocam há semanas
Haveria uma forma de saber se alguém aqui se ama?
"I don't know... I don't know", criança.

Muita gente está junta procurando autoconfiança
Muita gente está sozinha, fugindo de aliança
Mas sabe que "pra ser feliz" tem que entrar na dança...
Por quê?
"I don't know... I don't know", criança.

Todo mundo quer ser amado, mas sem muita esperança
O tempo vai matando devagar o "quem espera sempre alcança"
No passar dos anos um toque pesa muito na balança...
"Você vai ficar comigo para sempre em segurança?"
"I don't know... I don't know", "Ana".

Há muita opinião para muita pouca prova franca
Todo mundo sente e sonha até cair da cama
A corda sempre rompe do lado de maior insegurança
"Amor verdadeiro existe ou é só propaganda?"
Tenho lá minhas dúvidas, criança...

Então é outra madrugada congelante sem importância
"Refrão de Bolero" não toca, por mais que a gente beba e sofra em constância
O uísque é cheio d'água e custa mais do que assistir a banda
"Ela vai me ligar e acabar com a distância?"
Eu não contaria com isso, criança...

Mas por mais que se tente entender, não há equação santa
A soberba é o pecado mais comum dos poetas dessas bandas
Morrerão sozinhos esperando uma cena Shakespeariana
"Você vai morrer assim, sem se deixar amar quem te ama?"
Eu não sei... não sou poeta, criança.

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