domingo, 18 de julho de 2010

Nem tudo se deve discutir


Você diz que algo é assim
E que o "assim" já deixou de ser
Verdades indiscutíveis
Dogmas irreversíveis
De alguém que pouco vê
Então você diz
Que o cego sou eu
Eu sou o cabeça fechada
Eu não tenho povo
Nem pátria
E que ei de arder num fogo
Um fogo que queima almas
Ora, vejam só!
Você em si faz tanto sentido
Quanto a história de um ser convencido
Poder matar àqueles
Que não o seguem à luz do Sol
E que não temem seu
Deus, amigo
Bom, é melhor eu ir embora
Nossos egos não deixarão
Que um perca nessa pobre história
Nessa discussão monótona
De algo que nenhum de nós
Realmente compreende...
Ah, certo... você compreende!
Certo, amigo crente
Até amanhã, ou melhor
Até quando nos tornemos
Civilizados

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