Quem dera poesia pudesse sanar os piores males
De tudo o que a carne ainda quente pode sofrer
Desde os demônios da mente em seus disfarces
Até os vermes do tempo sob a pele a lhe roer
Mas essa caprichosa dama acaba, cedo ou tarde
Como bem sabes, realçando peripécias do viver
Trazendo dores do passado que não morre, saudades
Lembrando aos vivos que estes ainda têm de morrer.
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