sábado, 9 de maio de 2015

Outra noite

E assim se vai outra noite
O menor ponteiro dá outra volta
Até que tudo acabe com a foice
Ainda há muito de banal na história.
Bebi o que pude, a boca ainda seca
A soberba nunca sobrepôs tanto a beleza...
A noite é uma criança que se tornou velha
Mas talvez a vida ainda seja bela.

Há muitos espelhos e flashes lá fora
Mas há pouquíssimos bons ouvidos
Sou grato por todos à minha volta
Mas confesso que ainda estou sozinho.
Ela sabe a quem escrevi, mas sabe fingir
Olhos tão expressivos que pensamentos podia ouvir...
Meu melhor amigo me condena fraco, não nega
Mas talvez a vida ainda seja bela.

Deixo meu boa noite à todos
E que o mundo siga seu melhor rumo
Raiva e rancor não me ajudaram nem um pouco
Só me mostraram o quanto o ego é imaturo...
Eu queria apenas uma vez me considerar certo
Mas só vejo que há menos amigos por perto.
Amar a si mesmo é difícil, mas é o que resta
E talvez a vida ainda possa ser bela...

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