segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quem dera, quimera!



Vagando pela cidade deserta
Numa tarde fria de Sábado
Esperando algo novo surgir
Brotar do silêncio, do céu parado
Em uma tela, pintado
Como se a noite nunca mais
Fosse cair
Ao menos a bela paisagem
Das poucas nuvens e do Sol a brilhar
Ao topo das árvores, catedrais
Me faz esperança, na viagem
Da fuga do real, o sonhar
Com lugares melhores, surreais
Sem motivos a me preocupar!
"And you know it's time to go..."
"Ir para onde, por qual caminho?"
Um lugar, criado por quem sou!
E nesse lugar, não estou sozinho
Nesse lugar, estou mais perto de mim
Do que jamais estive
De quando me procurava no reflexo
Daqueles que habitam a cidade deserta
Não deserta de corpos, mas espíritos
Sentimentos, cores por parte daqueles
Que nela vivem...
Quando sou obrigado a sair da loucura
Me sinto só novamente
Triste, na realidade doente
Sem vida, sem tempo e espaço
Continuo a andar, pensando, indiferente:
"É só mais uma tarde fria de Sábado!"

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