Esse toque é mais convincente
Do que qualquer palavra
Rende conversas melhores
Pois não precisa dizer nada
Não precisa falar a verdade
Pelo menos não a sua
Mas docemente diz
O que você quer ouvir
Pois vem da mão nua
De quem você quer que seja
Por mais que não veja
E escolha não ver
Uma superfície brilhante e vazia
Esperando ser preenchida
Com o que você quiser preencher
Não precisa de tópicos em comum
Não carece artifício algum
Mas quando acaba
Na ironia de só restar-lhe a fala
Ao abrir a boca
Ao cair a máscara
O fantoche ganha vida
Superfície vira pessoa
Perfeita desconhecida
E a realidade, amarga e fosca
Outra vez lhe abraça
Calada.
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