(A) gente teima, não amena
Faz de tudo, sim, faz cena
Pra que o outro pague a pena
Nos sacie a dor, sedenta
Nossa ânsia, nosso ego
Nessa dança de martelo
Em que a cada medo cego
Crava ao peito mais um prego
De quem nunca lhe quis mal
Só oferece, natural
Um carinho, sem lamento
Feliz meio, não final
Pois final não é momento
Não se vive, nada há
Garantia não é vento
Pra fazer teu barco a remo
Nunca vir a naufragar...
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